Separação que marca
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Quando dei por mim, eu não ti amava mais,
verdade, foi quase sem querer que percebi
que a tua presença em minha vida era passado.
Tu, de ancora e sustento virou objeto obsoleto;
barco levado ao vento, afastado da beira do cais,
partiste e eu, enclausurado na tormenta, não vi.
De fato eu ti amava e tu recusas-te o meu amor,
de brisa o vento virou vendaval,
matas-te o amor que tinha no peito, perdi, fui mal.
Mas ti perdendo ganhei a vida, pude recomeçar.
Não contem os gregos e troianos que é fácil o recomeço,
bem sei, que recomeçar do nada é uma longa jornada.
Pra ti foi fácil mentir, iludir e caluniar,
pra mim, foi terrível ser acusado e caluniado
a dor da vil mentira não tem preço.
Passou o tempo, e a providência mostrou toda a verdade.
A maldade que fizeste o destino cobrou um preço pesado.
Verdade, não fico triste, menos ainda chateado,
passou, página virada de um livro mal escrito.
Hoje bens sabes, não resta mágoa, só indiferença
e se cruzares na minha estrada passo ao outro lado,
por nada não, só evitar a tua presença.
domingo, 16 de março de 2014
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