domingo, 16 de março de 2014

Déjà vu

DéJà vu

*

Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

*

Na luz dos teus olhos eu encontrei a paz

que havia perdido

nos descaminhos da vida.

*

O meu passado foi uma vida atribulada.

*

Eu viajava na vida como passageiro clandestino,

sem rumo, solto, sem destino.

*

Eu não tinha parada certa,

sem abrigo,

era incerto o que eu teria pela frente,

sabia simplesmente

que o meu termo estaria no povir

e isto me atemorizava,

pois, sem rumo e perdido,

escravo e amargurado,

eu vagava...vagava...

*

Foi na dobra de uma esquina qualquer da existência,

realidade que eu não tinha mais

algo mudou tão de repente.

*

Tu surgiu na minha frente

e o teu acalento me trouxe a paz,

a minha jornada tomou outra referência.

*

Eu senti na luz dos teus olhos a força

do apoio na tua mão estendida.

*

Foi consolador quando tu me estendeste a mão.

*

Do solo,

eu levantei com o teu amparo,

da vida eu não era mais um cativo.

*

Todavia

os mesmos caminhos tortos que ti trouxeram

levaram a tua alma tão pura

para longe, bem distante...

*

Tu foste morar com Deus.

*

Eu chorei por ter perdido o meu grande amor,

mas nunca mais voltei a ser errante,

pois a tua presença eu não perco mais.

*

Os teus olhos, a tua força e o teu amor

sempre estarão comigo,

vá aonde eu for.

*

E, agora, eu ando por muitas estradas,

diferente, eu não procuro mais a tua luz,

pois a luz dos teus olho eu trago comigo,

procuro, sim, encontrar naquela estrada

um momento déjà vu.

*

(Poema publicado pela primeira vez em 01/feveireiro/2025)

*   


 

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