DéJà vu
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Na luz dos teus olhos eu encontrei a paz
que havia perdido
nos descaminhos da vida.
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O meu passado foi uma vida atribulada.
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Eu viajava na vida como passageiro clandestino,
sem rumo, solto, sem destino.
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Eu não tinha parada certa,
sem abrigo,
era incerto o que eu teria pela frente,
sabia simplesmente
que o meu termo estaria no povir
e isto me atemorizava,
pois, sem rumo e perdido,
escravo e amargurado,
eu vagava...vagava...
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Foi na dobra de uma esquina qualquer da existência,
realidade que eu não tinha mais
algo mudou tão de repente.
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Tu surgiu na minha frente
e o teu acalento me trouxe a paz,
a minha jornada tomou outra referência.
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Eu senti na luz dos teus olhos a força
do apoio na tua mão estendida.
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Foi consolador quando tu me estendeste a mão.
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Do solo,
eu levantei com o teu amparo,
da vida eu não era mais um cativo.
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Todavia
os mesmos caminhos tortos que ti trouxeram
levaram a tua alma tão pura
para longe, bem distante...
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Tu foste morar com Deus.
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Eu chorei por ter perdido o meu grande amor,
mas nunca mais voltei a ser errante,
pois a tua presença eu não perco mais.
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Os teus olhos, a tua força e o teu amor
sempre estarão comigo,
vá aonde eu for.
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E, agora, eu ando por muitas estradas,
diferente, eu não procuro mais a tua luz,
pois a luz dos teus olho eu trago comigo,
procuro, sim, encontrar naquela estrada
um momento déjà vu.
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(Poema publicado pela primeira vez em 01/feveireiro/2025)
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