sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Inspirado, viajarei para as estrelas

Inspirado, viajarei para as estrelas
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
É noite...estrelas no céu a brilhar,
no horizonte um flash de luz e amor,
a lua surgindo para observar,
na terra um momento de aperto e dor.
*
Inspirado, viajarei para as estrelas,
vou muito acima dos horizontes,
em busca de letras doces e singelas,
eu vou construir estradas e pontes.
*
Deixarei o meu olhar taciturno,
melancolia que eu trago no peito
e quando eu estiver nos anéis de Saturno,
é certo que esquecerei este momento.
*
É tudo que eu que aconteça
buscar o etéreo sublime e perfeito
e que nas letras do poema apareça
o extrato d'amor que trago no peito.
*
É noite, mulher-do-olhar em candura,
esvoaço em letras ao sabor da brisa,
nas estrelas encontro amor e ternura,
esboço armado de forma improvisa. 
*


 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Não me pergunte

Não me pergunte
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Não me pergunte pelo acaso,
a casualidade é toque do destino,
alternativa dos dias em divago,
sonatas aos ventos em erros,
moída na dor e um triste abraso.
*
Não me pergunte sobre o ocaso,
o horizonte é doce fado incerto,
não há margem para falta e nem afago,
andar em brisa à revelia,
percorrendo vales e também desertos.
*
Não me pergunte por falsos casos,
a vilania se encontra todo o dia,
às vezes é danosa e leva ao atraso,
usurpando do ser toda a alegria,
mutilando um coração sofredor.
*
Não me pergunte sobre estes rasos,
em trilha livre, tristes e sem utopia,
andar à toa, andarengo campeador,
buscando na letra o real ou a fantasia,
orbitando entre ardor e o abandono.
*
Não me pergunte por este meu descaso,
perdido com o olhar nas estrelas,
catando letras com toque ufano,
como quem não se preocupa com o amanhã,
uma vez que na vida eu tenho fé.
*


terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Em busca da seleta

Em busca da seleta
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Estanca em mim uma voz silenciosa,
sussurro abstrato de um poema
que dança frenética correria vertiginosa,
indelicado som em forma de fonema.
*
E a palavra se faz mister, 
embora mística e obscura
salpicando em tintas intricadas,
sem nexo e nem candura.
*
Na louca disparada da vida
o amor se confunde com profano,
se há alguma letra voadora e perdida,
por isto eu tento fugir de mil enganos.
*
Há de existir uma aresta secreta,
onde repousa o pássaro que se inspira,
em respiro sonante que aspira a predileta,
que, de longe sonha e, também, suspira.
*
E assim, tateando divagos e incertas,
segue o poeta a sua sina indolente,
c'as asas em sonhos, soltas e libertas,
em busca da seleta em flamas fluentes.
*


 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

O contador de estrelas

O contador de estrelas
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
O dia vai, a noite vem,
da janela eu conto as estrelas,
são muitas, mais de cem,
no ar, intenso e ardente,
um marco para frases singelas,
é extrato do dia, pesado e quente.
*
Onde está a vida de quem perdeu a esperança?
*
Eu trago comigo um conto enternecedor,
não perdi a capacidade de sonhar e ter confiança,
acredito na vida, porque vivo o amor.
*
Conto de fada de alguém que conta as estrelas,
astros dos mistérios de divas e das fadas,
a energias nos traz sonhos e quimeras,
lembranças de musas e esperanças nas amadas.
*
O mundo gira e  traz os dias indefinidos,
imagine um dia de frio na tristeza e na escuridão,
seja poeta e conte as estrelas, astros sibilinos,
seja um sonhador e tenha no peito amor e paixão.
*
Não desanime com as tristezas que a vida traz,
tenha sempre consigo um sonho sedutor,
seja poeta e tenha uma fada e uma canção d'amor,
viva c'as faces voltadas  às coisas que não trazem a dor;
busque os sonhos, conte sem medo as estrelas,
tenha vida na vida e na vida tenha a paz.

 *



 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Pajada da Querência

Pajada da Querência
*
Não vou deixar morrer o amor pela Querência,
grandioso é este sol no azul que me abriga,
e aquece o pampa, belo na própria existência,
extenso e mui largo este pampa querido
e que é a razão desta pajada, cantada à antiga.
Chimango da pilcha pobre e lenço colorido,
liberal, gaudério e com amigos maragatos,
lembro do meu velho e de uma dita amiga,
"seja amigo verdadeiro, fiel e agradecido,
olhe nos olhos e nunca seja mau ou ingrato."
*
"Não provoque banzé e não corra sem ver do quê,
da prenda um cafuné, mas o respeito lhe é por direito."
Na brasa um pedaço de costela gorda é prato sem defeito,
em volta uma prosa amiga com muitos casos verdadeiros,
a gaúchada reunida é coisa linda de ser ver,
cada um fala do seu jeito e cada traço maneiros,
mas ninguém é complicado, gente buena de se entender
é este o amor que eu tenho por esta querência,
e nesta pajada, canto antigo, eu libero a minha essência.
*
OBS:
­Pajada é uma forma de poesia improvisada, cantada em versos, que é comum no Rio Grande do Sul, Argentina, Uruguai e Chile. 
A pajada é composta por estrofes de 10 versos.
*


quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Não, eu não esqueci você

Não, eu não esqueci você
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta sem Talento
*
Não, eu não esqueci você, querida,
eu não poderia lhe esquecer inteiramente ou para sempre,
você foi uma luz que iluminou na minha hora perdida,
mostrou que as estradas são inúmeras, variadas e diferentes,
aceitou o meu lado encabulado, fraco e temeroso no raiar de cada dia,
estave ao meu lado quando eu andava solitário na madrugada vazia.
*
Por incontáveis momentos você escutou as dúvidas que eu tinha
e em noites, quando batia a dúvida do amanhã que não chegava,
você dividiu comigo os meus segredos e infinitas vezes saciou os meus sentimentos.
*
Voce sorria e tinha a alma alegre e cheia de vida,
e, por tudo isto e muito mais, eu não lhe esqueci, querida.
*
Eu sei que os nossos dias na terra não são para sempre,
mas dentro de mim eu terei você eternamente.
*
Não, eu não esqueci você, querida,
eu não poderia lhe esquecer inteiramente ou para sempre.
*


terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Do poeta a mais doce e predileta

Do poeta a mais doce e predileta
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Há os que dizem que a poesia é ciência
e pelo o imaginário, em sincera ficção, 
o poeta dá o seu parecer da verdade,
dizendo em versos o que tem no seu coração.
*
E em cada verso gravado no papel,
o bardo sonhador idealiza a sua seleta,
em, em contraste com o natural,
cria assas aladas em direção ao céu,
trazendo após um dito, talvez, surreal,
a verdade da a sua genuína imagem poeta.
*
Afirma-se que a musa tem um pedestal,
suporte dourado e em lírios ornados,
firmado no altar em épica efígie celestial,
beldade tão doce que ameiga serenamente.
*
Há de ser ter a certeza de que és,
sim, claro que és, aquela que encanta
com a tua tenuidade de fada e mulher
e na estrada da vida se afirma e abrilhanta.
*
Uma vez que, mulher-do-olhar em candura,
os deuses te modelaram diva seleta,
condensando a tua essência em doçura,
és agora do poeta a mais doce e predileta.
*


domingo, 19 de janeiro de 2025

Ao Mundo Dos Sonhos

Ao Mundo Dos Sonhos
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalvves, o Poeta Sem Talento
*
Eu te vi na passagem do dia para noite,
quando a luz esfíngica penetrou no recinto,
com uma mensagem de um anjo celestial.
*
E tu tinhas um doce e meigo olhar sucinto,
que em suave e alinhado mistério e quietude,
trouxe maciez e brandura ao mundo,
em fina e viva energia, positiva e tão real.
*
Tu nem eras um anjo (tu és bela e natural),
elegante como uma dama ou princesa,
repleta em amor e sedução de mulher madura,
sibila em épico poema ou diva da mitologia,
uma vez que o teu glamour é fausto em doçura.
*
E a tua graça perfumou o ambiente tão doce,
delicadamente as amarguras se esvairam,
ou se transformaram em lírios e flores,
pois em cada aresta, por escondido que fosse,
saltitavam afáveis energias em amores.
*
O mundo se adoçava em paz e harmonia,
terminavam-se as tristeza e as dores,
e, o poeta extasiado por teu encanto e magia,
adentrou ao mundo dos sonhos...
escrevendo esta poesia. 
*


sábado, 18 de janeiro de 2025

Um país dividido não é bom para ninguém

Um país dividido não é bom para ninguém
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Dentro de mim a escuridão,
de uma noite escura e fria,
sofre por mim o coração,
tão longe está o raiar do dia.
*
Niguém agora está acordado,
a pena tão longe do papel
descansa triste ao meu lado,
no mundo tudo virou extenso babel
*
Como falar da fé e da esperança?
Agora está está tenso e tão errado,
amigos distantes em ponta de lanças,
cada um por si, todos mal amados.
*
Vai ser um longa noite de agonia,
até que alguém consiga compreender,
a noite escura não gera poesia,
é preciso dar as mãos e muita coisa esquecer.
*


sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Em algum momento

Em algum momento
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Andava tenso na tarde iluminada,
o sol abrasava insensível e fugaz,
a transpiração atrevida e atirada
incomodava e tirava a paz.
*
Por um momento, da vida esquecido,
eu olhei a vitrine de uma loja ornada,
sob a marquise, absorto e distraido,
 descobri que ali eu pensava em nada.
*
A vida é labor em frenética corrida,
as vezes nem tempo temos para pensar,
os dias passam em crises e recaídas;
mas em algum momento nós temos que respirar.
*


quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Você conhece o pampa gaúcho?

Você conhece o pampa gaúcho?
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Você conhece o pampa gaúcho?
O pampa é vasto, verde e ondulado,
extenso que é eu fico pequerrucho
de tanto olhar o pampa por todo lado.
*
Me maravilha o espito aventureiro
de andar solito, contente e radiante,
sou feliz e não tenho dinheiro,
sem prata, mas feliz no pampa andante.
*
O pampa me é a imagem viva da liberdade,
o cheiro do verde refresca a alma,
na cidade a lembrança desperta a saudade,
cisma a gente e seca a calma.
*
No pampa a gente não anda atoa,
tem sempre algo que chama a atenção,
na vertente tem água fresca e boa,
no verde um toque sublime no coração.
*
Você conhece o pampa gaúcho?
O pampa é belo, vivo e gigante,
o pampeiro é homem simples e sem luxo,
mas feliz por ser uma parte do Rio Grande.
*


 

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

As infinidades do universo

As infinidades do universo
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Suavemente a luz da lua penetra no recinto
e a imagem sua, dócil e amável,
translado do irreal mundo que eu sinto,
oriundo em utopias da delicada ternura,
comparece, também, em vista admirável.
*
E você chega como a sonata da espera,
trazendo o devaneio, o sonho e a doçura,
fruto do que eu trago no peito retido,
o intento em cândida ousadia assumida,
que tortura a alma em doce ternura.
*
E a sua presença é inocente e pura,
como o ode que o poeta risca no papel,
e traz em cada letra dos seus versos,
uma mensagem d'amor imaculada em ternura,
que esvoaça, como as aves que voam no céu,
buscando as infinidades do universo.
*


 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Fim de tarde

Fim de tarde
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Límpida tarde, triste e suave,
o sol no horizonte amarelado
vai embora em doce suavidade.
*
No céu cruza um pássaro atrasado,
apressado esvoaça firme e leve,
na pressa marota de ter velocidade.
*
Tarde mansa que desafoga o dia,
o esgotamento pelego já é quase nada,
mas o quase também é uma beirada,
é hora de um respiro renovador,
para buscar lá do fundo a fantasia
e cravar no bloco um poema d'amor.
*


Distante e inacessível

Distante e inacessível
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Inexplicável desejo que arrebata
e traz consigo o insensato sofrimento,
não há remédio que cure ou combata,
não há poema, lírio e nem acalento.
*
No peito tange uma dor que maltrata,
torturando a alma com este ferimento,
fragmentando o ser em forma insensata,
as flores murcham em dor e desalento.
*
Estrela distante que brilha no paraíso,
O Destino te fez atraente e delicada,
És canto d'amor ou rosa no céu Dionisio.
*
Na mitologia este deus festeja a alegria,
e o poeta na terra te mira, doce fada,
e faz do teu sorriso uma triste poesia.
*


quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Na imensidão do pampa a paz


Título: Na imensidão do pampa a paz.
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
No pampa da minha terra querida,
No dorso de um cavalo Haragano,
Amigo de peleada e longa data,
Reflito sobre o mundo e os seus enganos
Vento fresco, amável e suave brida.
*
Quem dera que mundo fosse só de paz,
Como o verde do pampa, imenso e plano.
Esvoaço, a liberdade muito me apraz.
*
Lembro que o Direito Sagrado à Vida
É esquecido pelo homem que maltrata
e dos céus, do mundo e da gente tira a paz.
*
É triste ver tanta gente insensata.
*


sábado, 4 de janeiro de 2025

Oásis Sem Rio

Oásis Sem Rio
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Neste momento o silêncio impera,
o conto de fada não virou realdade,
o norte inatingível virou quimera,
impossível pensar em outra verdade.
*
O bloco despovoado se desespera, 
felicidade, anjo tosco e sem faculdade,
é a imagem atrapalhada do que era
aquela ânsia desmedida em veleidade.
*
Audácia é quimera que abrasa atoa,
pensar derrotar o mundo é pisar no vazio,
o mundo segue, quem fica é a pessoa.
*
No deserto a noite é densa e reina o frio,
o destino achincalha, zomba e caçoa,
bloco triste e sem versos é oásis sem rio.
*


quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Sempre Nascente

Sempre Nascente
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Os meus passos, antes fortes e vigorosos,
hoje são leves, sem a alegria e morosos,
perdi o impulso que arrebata ao vazio,
todavia, não esmoreci, tremi ou fiquei frio.
*
Ainda habita em mim uma chama d'amor,
posto que, ternura sempre alivia a dor,
e a imensidade velada do etéreo celeste
é a esperança do fim neste tórrido agreste.
*
Eu olharei sempre para o ilimitado,
e, vagaroso, firme  e determinado
andarei com fé ao horizonte poente,
sem medo do ocaso, pra mim é nascente.
*


 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Poetizando-te

 Poetizando-te
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Neste instante em que eu olho o azul celeste
lembro-te  em cada minúcia do teu jeito de ser,
acredite, foi nos teus olhos que eu encontrei
este imoderado desvelo no escrever,
louco anelo e cuidado que tu me deste.
*
Descomedido, um traço com a pena no papel,
suave acalento que dança em ritmo e candura,
uma história organizada pelo anjo da fortuna,
um poema que adeja a procura do Sétimo Céu,
na mente poeta e só aguarda a hora oportuna.
*
Poetizar-te, pois tens um coração em ternura,
uma alma cristalina que só guarda bons sentimentos,
energia interior que amaina qualquer amargura,
a fibra de quem luta e vence todas as adversidades.
*
És brisa refrescante, não tormenta de vento,
tens um coração puro e nenhuma maldade...
*
Poetizando-te...
*



Ser pai

  Ser pai * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Ser pai é um presente de Deus; pois o Criador nos colocou na terra ...