quinta-feira, 19 de março de 2026

O mundo de toda a gente

O mundo de toda a gente

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Se toda gente fosse capaz de amar,

amor puro, vertido em candura,

na certa o mundo seria diferente

e toda a criação estaria segura.

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Não haveria desavenças e nem discórdias,

haveria mais tempo para espairecer,

deixando de lado confusas mixórdias

que estancam a vontade de sorrir.

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O mundo seria mais nosso, ainda,

haja ver que do pouco que temos de tudo,

as vezes até sorrimos na berlinda,

esquecendo que em volta impera o rebuliço;

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Tanta gente batendo com a cara na parede,

em alvoroço diverso e permanente,

com medo no dia e sem fé no amanhã,

em desgraça permanente.

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Ah, se toda a gente soubesse o valor do amor,

o amor pela vida, pelo dia, pelo ambiente

entrelaçando os sonhos em plenos e valores

fazendo do mundo o mundo de toda gente.

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quarta-feira, 18 de março de 2026

O Amor

O Amor

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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O Amor é criação, vida e mantem o universo,

quanto mais se divide, mais se expande,

corrente d’água clara e pura em linda vertente,

ilumina os corações nas estradas da existência,

labareda pura que acolhe, ampara e enternece,

do pequeno faz relevante, forte e grande.

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O celeste movimenta o etéreo misterioso e indefinido,

restrito aos que ampliam a mente e o coração,

deixando de lado o abjeto e o ódio impuro e salaz

e busca a essência sagrada que o cosmo oferece,

simplifica o instante que vira o essencial,

aquilo que serena, ajuda e oferece a paz.

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O Amor não é só poesia escrita em amarelo papel,

é muito mais do que isto, é vida, guarida e proteção,

é sorriso carinhoso brindado em suave candura,

é oferta de segurança quem vem d’alma e coração;

das coisas que vida traz é a mais sólida e tão pura,

pois o amor verdadeiro leva ao horizonte e ao Sétimo Céu.


 

segunda-feira, 16 de março de 2026

Refletindo

 Refletindo

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A gente vive um dia de cada vez, aproveitando, ou não, o que aprendemos no dia anterior, visando firmar os nossos passos para o dia de amanhã, com a Graça de Deus.
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Somos resíduos e formados na essência de quem venho antes de nós.
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A substância da nossa alma abarca os nossos sonhos, medos e saudades.


Sobre colocar a fé em debate

Sobre colocar a fé erm debate

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento 

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Faça o possível para não colocar a sua fé ou, até, religião em debate.

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Acredite; existem pessoas que não merecem debater com você a sua fé ou, até, a sua religião.
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A fé é de foro íntimo e a ninguém mais diz respeito.
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O importante é você ter a certeza de que tem fé e, quando a adversidade estiver presente, ter uma tábua de salvação para si.
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Auxilie outras pessoas fragilizadas.
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Apoie, também, aquele que não tem fé ou encontra-se perdido, tentando fortalecer a própria fé.
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Todavia lembre-se sempre; para poder ajudar ou, ao menos, tentar ajudar a outras pessoas, é necessário primeiro estar forte e seguro de si.
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Ninguém consegue ajudar a outra pessoa se estiver fragilizado, debilitado e intranquilo quanto a fé que deveria ter no coração.
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É por este motivo que eu digo; não coloque a sua fé ou, até a sua religião em debate. Eles não merecem este debate pois estão, na realidade, tentando se auto afirmar em cima de você.
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Para terminar;
1) a sua vida pertence a você, não pertence a outras pessoas
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2) é você quem tem a obrigação de gerir e buscar os seus objetivos, não são outras pessoas
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3) as suas crenças e valores fazem parte de você e são intransferíveis e inegociáveis
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4) você terá de tomar sempre algumas decisões na vida, (sobre os seus sentimentos, sobre a sua ideologia, sobre a sua fé, sobre as suas finanças etc ) mas estas decisões são suas e não de outras pessoas.
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Se você ver alguém criticando a sua fé, a sua religião (nos ritos dogmas e tradições) não ligue...tenha pena do intruso e siga a sua vida de acordo com o que você decidir.
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sexta-feira, 13 de março de 2026

Instabilidade

Instabilidade

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Às vezes eu me encontro em mim,

andando à toa em estradas coloridas

ou flutuando tal vivo colibri,

solto no mundo buscando um jardim.

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Outras vezes, perdido e perto do fim,

cabulo c’as tristezas do fundo d’alma,

absorvido pelo dia esmaecido e sem cor,

sufocado na angustia do “quase vivi”.

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Eu não sei onde se escondem os sonhos,

talvez, em desorientada acometida,

angustiados em foscas névoas disfarçadas

eles pranteiam lamurias em dores.

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E o incerto envolve a minha alma desprotegida,

vencida e dominada pelos dias instáveis,

desvanecida em alguma estrada perdida,

tal pétala jogada aos léu em vago confim.

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quinta-feira, 5 de março de 2026

Versos entristecidos

 

Versos entristecidos

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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E de repente nada mais é como antes

e não haverá mais aquele momento

de distração olhando a janela

com a alma solta e o pensamento livre

esvoaçando aos ventos.

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Cada segundo será instante passado,

aproveitado, ou não, com o discernimento

de quem outrora aprendeu um pouco mais,

mas, divago, no desalinho do tempo,

serena em si esquecendo os demais.

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No simbolismo de um poema trepidante

as letras confusas moldam em nuance esmorecido,

a métrica acabrunha em mínguas e desalentos,

a massa cinzenta não forja um diamante,

e não poesia em versos entristecido.

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terça-feira, 3 de março de 2026

Desassossegos

Desassossegos

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Existe um quê que pesa n’alma dolorida

e o silêncio invade o ambiente pesado

em vagos delirantes da alma triste e diluída;

o passo é raso, confuso e arrastado.

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Há dias em dores na calada silente emudecida,

o ser se sente sem beira, ao ocaso e afastado,

não canta e vibra uma alma entristecida,

uma vez que se perde no seu próprio fado.

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Não sei se a quimera em sonhos e coisa de poeta,

às vezes me afasto de mim, esvoaçando aos ventos,

apagado nas dúvidas das minhas incertas.

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Em pesado penar me dói a dor momento

parece que de repente a rua ficou deserta;

então eu rezo buscando em Deus acolhimento.


 

O mundo de toda a gente

O mundo de toda a gente * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Se toda gente fosse capaz de amar, amor pur...