sexta-feira, 16 de outubro de 2026

A predileta e mais amada

 

A predileta e mais amada
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento.
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Eu andei atoa, cavaleiro errante,
busquei prazeres e alegrias,
a felicidade, anjo parvo e mirabolante,
me levava ao breu da noite vazia.
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Cantei serenata a diva em noite serena,
brinquei c’as pedras da sorte enganosa,
poeta irradiado, escrevi mil poemas,
distribuí beijos, abraços, estrelas e rosas.
*
A gaivota da beira-mar me atraia sorrindo,
a sereia, companheira das suas aventuras,
era parceira nas inconstâncias de estradas perdidas,
sofrendo junto, mas mantendo a ternura.
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O surreal do mundo em constante conflito
oprimia as letras do poeta doce e sonhador,
cada palavra censurada fenecia em um grito,
pedindo clemencia e um pouco mais d’amor.
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Como Dante, o florentino da Divina Comédia,
sem sentir o poeta se perdia na escuridão,
corria a trote, sem guia e tão pouco rédea,
se achando, embora sem tino e nem direção.
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Um dia, na distância, avistei uma luz na escuridão,
junto um sorriso que transcendia em pura energia,
foi o início de uma nova peregrinação,
ou, talvez, o nascimento de uma e pura utopia.
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És, sim, a deidade seleta que floriu o meu novo jardim,
cada letra no verso agora é uma nova realidade;
quero te ver sempre entre hortênsias, rosas e jasmins,
pois tu és, agora, minha diva, predileta e mais amada.
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domingo, 11 de outubro de 2026

 

É preciso proteger todas as crianças
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Não importa o quanto que estamos só,
a esperança é um presente dada pelo Criador,
quando o bem se encontra em efeito dominó,
as peças se encaixam em imagem d’amor.
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O silêncio e o vazio de quem anda só,
é preciso olhar em volta, plantar uma flor,
soltar o coração jogando escravo de Jó,
procurar fazer o bem com a força do amor.
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É preciso regar a rosa c’as águas da confiança,
olhar com zelo e proteger sem medo da turva,
ser forte, ter energia, suavidade e temperança.
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Cada alma que é salva na beira da curva,
presente de Deus, pilar da esperança,
um anjo protegido do amargo e da chuva.
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12\10\2026 – Feliz Dia das Crianças



quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Poema do Nordeste

 

Poema do Nordeste
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Aconteça o que acontecer,
um dia o Nordeste eu vou conhecer.
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Aqui, no Sul do Brasil, enleado com rabiscos incertos,
eu procuro uma visão sem preconceito,
tentando entender o que há além das minhas fronteiras,
dirigindo a minha alma em voo transcendente  
buscando, quem sabe, deslindar os meus desertos,
e, de forma simples e aberta, firmar um novo conceito.
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Aconteça o que acontecer,
um dia o Nordeste eu vou conhecer.
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Eu quero ver muito mais do a mídia me diz,
pois, provocante, a mídia fala na seca, no isolamento e na pobreza,
há quem nem lembra que lá há tanta beleza,
e um povo forte, varonil e muito feliz,
vivendo em meio a tanta beleza.

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Aconterça o que acontecer,
um dia o Nordeste eu vou conhecer.
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Eu quero sentir n’alma o baque do maracatu no coração,
virada repentina, veloz e constante,
deve ser apaixonante
para um poeta acabrunhado como eu,
que às vezes até fica jururu.
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Aconteça o que acontecer,
um dia o Nordeste eu vou conhecer.
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Quero aprender muito com a literatura de cordel,
um patrimônio da cultura nacional,
em versos vigorosos e métrica forte e definida,
marca do povo amigo e nordestino.
em meio a tanta lida,
este povo vive feliz pertinho do céu.
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Aconteça o que acontecer,
um dia o Nordeste eu vou conhecer.
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O coronel de bota e chapéu,
na certa já não existe mais,
embora, como no restante do Brasil,
cada um tenha o seu drama para lidar,
assim é a vida, nem sempre o céu é anil,
unidos e juntos o futuro nós vamos buscar
*
Aconteça o que acontecer,
um dia o Nodeste eu vou conhecer
*
 

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Meine liebe kleine goldene Fee ou Minha querida e pequena fadinha dourada.

 

Meine liebe kleine goldene Fee
ou
Minha querida e pequena fadinha dourada.
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Quando, absorvido em minha candidez,
Como um sonhador em nuvens eu flutuo,
Buscando alvas fadinhas em doce lividez.
Puras como a lua no celeste em eterno fluo.
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Perdido em mim, imerso na minha escassez,
Buscado no etéreo, tão vasto limpo vácuo,
Meço nas letras a extensão de um talvez,
E no ar o som da tua voz suave e melíflua.
*
Tanta beleza em encanto casto e angelical,
Tu és aquela pequena linda fadinha dourada
Que traz a fantasia sufocando as dores do real.
*
As luzes da lua penetram lindas e desvairadas
O poema no papel, mas solto aos ventos, surreal,
É a prova inconteste em forma de uma toada,
 *

Obs: a foto ilustrativa é da cantora, compositora, letrista e produtora alemã Kristina Bach



quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Acróstico da Paula Xana

 Acróstico da Paula Xana
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Paula, amiga distante e admirável,
A ti os meus votos de felicidades.
Um abraço amigo e uma oração,
Leve contigo a minha admiração
Afeto desprendido e amigável.
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Xerox pintado em amor e candura,
Adorável por seres simples como és
Naturalmente bela em suave lisura,
A ti estes sinceros...e sem revés.
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Feliz aniversário, estimada lady amiga! Que Deus te abençoe sempre e um anjo protetor acompanhe cada um dos teus passos, iluminando o teu caminho e te protegendo, junto com a tua família, de todo o mal.
Do amigo distante *Poeta Sem Talento.



segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Divagação

 Porque se turvar e preocupar-se com os solavancos da vida?
Vamos deixar a nossa fineza em casto perfume, pois logo partiremos, e após a nossa partida permanecerá, em outros corações, somente o que conseguirmos transmitir.
Que fique, então, o doce como o mel e o enternecedor como a utopia.
No horizonte existe um universo em esperança.
Vamos partir com fé e, se Deus desejar, deixaremos um pouco de nós, em ternura.

(Poeta Sem Talento)

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Ninive

 

Antigamente existia uma cidade com o nome de Ninive, na época do Antigo Testamento.
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Era uma cidade onde as pessoas eram cruéis e ninguém respeitava ninguém, o rei tinha um poder militar e ninguém estava livre das violências.
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Um profeta de nome Jonas foi mandado, por Deus, para pregar o arrependimento ao povo de Ninive. O rei e a população mudaram de atitude temporariamente, e Ninive foi poupada da destruição naquela geração.
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Mas a mudança de atitude não foi arrependimento, foi temor, e o povo, após alguns anos voltou a ser violenta.
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Em 612 A.C, os vizinhos de Ninive cansaram das violências sofridas e uniram-se  em coalizão, aos Medos e aos Babilônios. Após um cerco de 3 meses a cidade foi invadida e totalmente arrasada.
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Ninive nunca mais foi reconstruída como império. Com o passar dos séculos a areia cobriu as suas ruinas.
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Podemos concluir que Deus está acima de todos os homens, não importa o quanto estes homens sejam violentos e nem o poder que tenham.
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Podemos concluir que mudanças temporárias não levam a lugar nenhum, deve haver o arrependimento de fato.
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Podemos concluir que Deus não ignora a opressão e o sofrimento dos oprimidos de forma injusta.
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Por último, podemos concluir que os grandes impérios podem serem esquecidos e virarem pó, não importando o poderio militar e a soberba.
Deus está acima de tudo e de todos.

A predileta e mais amada

  A predileta e mais amada * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento. * Eu andei atoa, cavaleiro errante, busquei prazere...