O mundo de toda a gente
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Se toda gente fosse capaz de amar,
amor puro, vertido em candura,
na certa o mundo seria diferente
e toda a criação estaria segura.
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Não haveria desavenças e nem discórdias,
haveria mais tempo para espairecer,
deixando de lado confusas mixórdias
que estancam a vontade de sorrir.
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O mundo seria mais nosso, ainda,
haja ver que do pouco que temos de tudo,
as vezes até sorrimos na berlinda,
esquecendo que em volta impera o rebuliço;
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Tanta gente batendo com a cara na parede,
em alvoroço diverso e permanente,
com medo no dia e sem fé no amanhã,
em desgraça permanente.
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Ah, se toda a gente soubesse o valor do amor,
o amor pela vida, pelo dia, pelo ambiente
entrelaçando os sonhos em plenos e valores
fazendo do mundo o mundo de toda gente.
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