quarta-feira, 29 de abril de 2026

O que resta ser vivido

O que resta ser vivido

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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De repente você percebe que não pode se enganar,

o mundo é assim, inconstante e dono de si,

de jeito e maneira não se consegue modificar,

alinha-se os sonhos e se ajusta o voo colibri.

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Alguma coisa muda dentro da gente,

olhamos tudo em volta com mais profundidade,

a vida foi acelerada, dura, forte e diligente,

aplicadamente a gente buscava a eternidade.

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Mas de repente percebe-se que o tudo é nada,

importa aquilo que a gente tem dentro de si,

o amor e a história que deixamos na estrada

o tempo perdido não existe de verdade a gente foi feliz.

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De repente resta muito pouco tempo nesta jornada,

não possível fazer tudo aquilo que a gente quis,

a fábula da vida não é uma história inventada,

importa saber que na verdade a gente foi feliz.

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De repente o braço é mais fraco e o passo mais lento,

a gente anda meio acabrunhado e pensativo,

perdemos a arrogância e aquele jeito marrento,

o sorriso sai de nós pleno e prestativo.

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De repente a gente percebe que não pode se enganar,

o mundo é assim por que é um mundo perdido

e o mundo a gente nunca vai conseguir modificar,

importa agora é viver o que resta ser vivido.

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terça-feira, 28 de abril de 2026

O despertar do gaúcho

O despertar do gaúcho

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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O dia do gaúcho é corrido em uma beirada,

acorda cedinho, e o trabalho é constante,

organiza o que deve fazer em alegria e boa paz,

o gado espera o taura ciente na invernada,

a noite de chuva foi dura e abundante,

não há descanso, o rebanho não pode esperar,

o dia é de lida e exige e esforço tenaz.

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Na sede o trabalho é forte e penoso,

é preciso ter tino esperto e ser determinado,

cada dia é um dia, mas não há como descansar,

gado mal cuidado fica fraco e sofre doente.

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O chimarrão é do gaúcho o fortificador,

enrijece o braço, reforça o brio na mente

e consolida a vontade de fazer direito no mais.

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O manejo do gado é coisa de gaúcho tarimbado,

o taura é persistente e sabe o que faz,

na lida conhece tudo, à gosto do capataz.

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O cavalo Criolo é forte e está encilhado,

esperando o homem que vai logo trabalhar.


 

sábado, 25 de abril de 2026

Lua encantadora

Lua encantadora

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Uma luz penetrou no escritório dissimulada,
discretamente foi tomando o ambiente,
noite além, noite enluarada,
tomou conta de tudo, noite envolvente.
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Passo lerdo, o silêncio domina o mundo,
na mente a imagem casta da predileta,
doce e atraente, muda tudo em um segundo,
suaviza a vida amarga de um poeta.
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O tempo\espaço logo se transforma,
no bloco amarelo em traços inseguros
um poema aos poucos se forma
apropriando-se de si, firme e seguro.
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Os teus olhos, diva do olhar em cândida-magia,
guardam os segredos sagrados do universo
escondem em próprios toda a poesia
que o poeta esmiuça em meigos e versos.
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Em moldura dourada tu és uma fadinha
que esvoaça em dança acolhedora,
o espaço\tempo é afago suave em linha
vencido pelo flash do luar; lua encantadora.


 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Que fiquem os meus versos d’amor

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Caso chegue o inverno da vida
e a noite sorrateira e escura
manche a ternura hoje sentida
não esqueça quem te amou com ternura.
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Caso em diversas estradas perdidas,
o caminho seja mera conjuntura
o breu do ocaso me deixe na berlinda,
não chores com a minha partida.
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Que tu tenhas paz e harmonia,
que o encanto seja perfume de flor,
que a tua alma sempre sorria.
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Não tenha em si espaço pra dor,
haverá o recomeço de um novo dia.
Que fiquem os meus versos d’amor
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Composto em harmonia com o tempo a Zenair

 

Composto em harmonia com o tempo a Zenair

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem  Talento

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Ontem o mundo era tão diferente,

a gente olhava pra frente e até duvidava,

faltava a clareza e até a autoconfiança,

dias difíceis em estradas árduas e custosas,

passos marcados na longa caminhada,

em ritmo acurado e diligente,

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Às vezes, na escuridão de turvas estrada vazias,

uma oração silenciosa acalmava o coração,

e o passo seguinte era a busca do porvir.

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As horas se transformavam em novos dias

e cada vitória era a luz de uma nova esperança

c’as marcadas e amarra da perseverança,

que envolvia aquela vontade de o mundo vencer.

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E, assim tu trilhaste as tuas estradas em lutas,

forte, resistente, firme e vitoriosa.

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Sim, inatacável amiga Zenair,

tu venceste as estradas turvas e melindrosas

buscaste o porvir que hoje te é salutar

mostraste ao mundo a fortaleza que és,

mas, delicada e virtuosa,

nunca deixou de ser amena como uma rosa.
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Dedicado a amiga Zenair Dieckmann que, nestes seis anos de amizade virtual, tem mostrado ser uma amiga sincera, correta e presente.

Obrigado de coração aberto;

*Poeta Sem Talento

 

terça-feira, 21 de abril de 2026

O senso pela verdade

O senso pela verdade (divagação)

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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E quando encontrares uma mentira solta na tua estrada, extingue-a, mas não o faça de maneira desaforada ou violenta.

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Não é preciso ser rude ou descomedido, pois não é necessário somar um desafeto na tua vida e nem é preciso espezinhar ou envergonhar outra pessoa.

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Talvez este que pregue o engano esteja preso na própria incorreção que carrega consigo e é preciso diminuir a carga que equívoco lhe pesa nas costas.

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Mas extingue a mentira que tu encontrares pela frente sem dó, todavia, para encerrá-la, seja moderado e complacente, pois a tua benevolência poderá atrair mais uma alma para a estrada da verdade.

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Não use outra mentira para apagar uma outra mentira, pois ai somar-se-ia duas mentiras, aumentando o beco da perdição.

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Seja luz para com o teu semelhante e ajude a preservar o senso pela verdade.

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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Pensando

Pensando

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Autor: Luiz Aberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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A vida não é vã se tivermos no coração amor ao próximo e, dentro do nosso poder, auxiliar no que pudermos sem o desejo de recompensa posterior, pois, assim, teremos na leveza d’alma a retribuição ao nosso espirito e amor-próprio.
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O que resta ser vivido

O que resta ser vivido * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * De repente você percebe que não pode se engana...