A predileta e mais amada
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento.
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Eu andei atoa, cavaleiro errante,
busquei prazeres e alegrias,
a felicidade, anjo parvo e mirabolante,
me levava ao breu da noite vazia.
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Cantei serenata a diva em noite serena,
brinquei c’as pedras da sorte enganosa,
poeta irradiado, escrevi mil poemas,
distribuí beijos, abraços, estrelas e rosas.
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A gaivota da beira-mar me atraia sorrindo,
a sereia, companheira das suas aventuras,
era parceira nas inconstâncias de estradas perdidas,
sofrendo junto, mas mantendo a ternura.
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O surreal do mundo em constante conflito
oprimia as letras do poeta doce e sonhador,
cada palavra censurada fenecia em um grito,
pedindo clemencia e um pouco mais d’amor.
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Como Dante, o florentino da Divina Comédia,
sem sentir o poeta se perdia na escuridão,
corria a trote, sem guia e tão pouco rédea,
se achando, embora sem tino e nem direção.
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Um dia, na distância, avistei uma luz na escuridão,
junto um sorriso que transcendia em pura energia,
foi o início de uma nova peregrinação,
ou, talvez, o nascimento de uma e pura utopia.
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És, sim, a deidade seleta que floriu o meu novo jardim,
cada letra no verso agora é uma nova realidade;
quero te ver sempre entre hortênsias, rosas e jasmins,
pois tu és, agora, minha diva, predileta e mais amada.
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