Efêmero
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Sorriste para mim logo na chegada,
deslumbrante,
apaixonada,
amiga, mulher e amante.
*
Olhar firme, sem arrependimento,
mas radiante, olhar colibri,
com um sagrado juramento
que tranquilo eu cumpri,
silenciar aquele momento.
*
Diferente da flor que nasce
e logo desaparece,
no espaço de um dia,
e no outro fortifica e renasce,
suave como um toque d’amor
é este ardor que cresce
em um fado sem esperança,
sem espaço e com agonia.
*
Verso herético, mas eu não exagero,
e nessa noite sem um novo dia,
alienado na dor deste ardor,
eu sigo o ritmo da nossa música em melodia.
*
Dói, pecado d’alma apaixonada,
é áspero, mas é sincero,
grandioso e tão efêmero.
*
22/01/2014

Nenhum comentário:
Postar um comentário