domingo, 16 de março de 2014

Efêmero

Efêmero

*

Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

*

Sorriste para mim logo na chegada,

deslumbrante,

apaixonada,

amiga, mulher e amante.

*

Olhar firme, sem arrependimento,

mas radiante, olhar colibri,

com um sagrado juramento

que tranquilo eu cumpri,

silenciar aquele momento.

*

Diferente da flor que nasce

e logo desaparece,

no espaço de um dia,

e no outro fortifica e renasce,

suave como um toque d’amor

é este ardor que cresce

em um fado sem esperança,

sem espaço e com agonia.

*

Verso herético, mas eu não exagero,

e nessa noite sem um novo dia,

alienado na dor deste ardor,

eu sigo o ritmo da nossa música em melodia.

*

Dói, pecado d’alma apaixonada,

é áspero, mas é sincero,

grandioso e tão efêmero.

*

22/01/2014



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