No ônibus
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
No ônibus, parecia coisa de cinema.
A moça subiria, cruzaria a roleta e sentaria.
Linda moça, olhos azuis, pele morena.
De cantinho a observar o caminhar sereno
da jovem em direção ao seu acento,
despertava um terno sentimento;
era digna de ser cantada num poema.
Todo o dia repetia,
nem imaginava o que destino lhe pregaria.
A moça, subiu, tranquila, serena
e de repente mudou o acento
ao seu lado sentou a morena.
"Afinal a oportunidade de terminar o dilema",
pensou e logo levou na conversa a jovem morena.
-"Pronto, dei liga, vou com tudo, sem pena."
Valente o jovem e com malandragem
curtiu a cada momento conversando tal hiena,
pois logo a jovem desceria
e ele, (pensou), só tinha uma passagem.
Partiu a morena, sem pena, terminou a cena
e a novela em outro dia continuaria.
domingo, 16 de março de 2014
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