A Águia
*
Autor: Luiz Alberto
Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Tão longe, no azul celeste
do céu,
dois olhos sagazes fitam
um corpo que se move,
repentina,
a ave se projeta em golpe
voraz,
ave de rapina.
*
Avassaladora,
mortal,
destruidora.
*
Nem bah, nem bum,
sem tempo,
sem zorra ou rebu,
em um só momento.
*
Depois, com os depojos no
bico,
alça um vôo ao ninho.
*
O maná é o espólio,
os filhotes alimentados,
a mãe e os seus amores,
são três os filhotinhos,
passarinhos.
*
Diz a lenda,
que, com certeza,
aos quarenta, a águia,
na sua natureza,
bate o bico forte na
rocha,
arranca as unhas
imprestáveis,
as indesejáveis
e, revigorada,
alça um vôo novamente,
bela e voraz.
*
É lenda,
ou é de certeza?
*
15/12/2013

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