domingo, 16 de março de 2014

Djalma e Arnica

Djalma e Arnica

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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A dor de uma traição dói fundo na alma,

mas não justifica o sentimento de vingança,

pensava Djalma, com um pingo de esperança.

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Djalma teve uma vida tranquila com Arnica.

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O Romeu e a sua Julieta ou Marília de Dirceu?

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Eram tantos exemplos e ele não gostaria de ser Orfeu,

pois o seu sentimento era ser sempre gente.

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Não se diga que Djama era santo.

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Não era, mas a ninguém ele engana,

uma vez que neste mundo o santo que é santo não é tão santo.

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Longe, com tantos desenganos, o homem bebeu

e bebeu mais do que uma, e foi tanto

que as razões que ele tinha sumiram

e viraram motivo de chacotas e justificativas de separação,

embora Djalma, lá no fundo da alma,

soubesse que não era não,

era só mais uma história que quebra os corações,

o seu amor não era mais seus,

o seu amor fora roubado.

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Ficou só, sem Arnica.

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Arnica ficou com Dirceu.

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Mas aonde entra o Direceu neste entreveiro?

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Belo e faceiro, o matreiro ficou com os louros e a glória

de ter dado uma bola nas costas do Djalma.

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Ah, a dor não acalma, dói no fundo da alma do pobre Djalma,

não a dor da traição, mas a dor da fragmentação

que lhe doia no coração;

a dor da separação,

não de Arnica, mulher faceira e ingrata,

mas do filho, saudade não mata,

ficou com ele a obrigação de pagar a pensão.

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Mas o maior erro que a mulher pode fazer

é esconder um filho que é amado,

quando o pai é um homem hontado.

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Pai que é pai não fica indiferente;

pai que é pai sente.

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Não é o fim de poema normal,

a história é real,

na vida de Dirceu, Arnica, Djalma e o filho

nada mais será igual.

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05/01/2014




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