Djalma e Arnica
*
Autor: Luiz
Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
A dor de uma
traição dói fundo na alma,
mas não
justifica o sentimento de vingança,
pensava Djalma,
com um pingo de esperança.
*
Djalma teve uma
vida tranquila com Arnica.
*
O Romeu e a sua
Julieta ou Marília de Dirceu?
*
Eram tantos
exemplos e ele não gostaria de ser Orfeu,
pois o seu
sentimento era ser sempre gente.
*
Não se diga que
Djama era santo.
*
Não era, mas a
ninguém ele engana,
uma vez que
neste mundo o santo que é santo não é tão santo.
*
Longe, com
tantos desenganos, o homem bebeu
e bebeu mais do
que uma, e foi tanto
que as razões
que ele tinha sumiram
e viraram
motivo de chacotas e justificativas de separação,
embora Djalma,
lá no fundo da alma,
soubesse que
não era não,
era só mais uma
história que quebra os corações,
o seu amor não
era mais seus,
o seu amor fora
roubado.
*
Ficou só, sem
Arnica.
*
Arnica ficou
com Dirceu.
*
Mas aonde entra
o Direceu neste entreveiro?
*
Belo e faceiro,
o matreiro ficou com os louros e a glória
de ter dado uma
bola nas costas do Djalma.
*
Ah, a dor não
acalma, dói no fundo da alma do pobre Djalma,
não a dor da
traição, mas a dor da fragmentação
que lhe doia no
coração;
a dor da
separação,
não de Arnica,
mulher faceira e ingrata,
mas do filho,
saudade não mata,
ficou com ele a
obrigação de pagar a pensão.
*
Mas o maior
erro que a mulher pode fazer
é esconder um
filho que é amado,
quando o pai é
um homem hontado.
*
Pai que é pai
não fica indiferente;
pai que é pai
sente.
*
Não é o fim de poema
normal,
a história é
real,
na vida de
Dirceu, Arnica, Djalma e o filho
nada mais será
igual.
*
05/01/2014

Nenhum comentário:
Postar um comentário