Um
conselho para a vida
Autor:
Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
De
vez em quando, na alma dolorida,
surge
uma sensação em hiato aflitivo,
desguarnecido
o ser hesita e flutua
em
pálida odisseia, fugindo da vida,
perdendo-se
em si, preso e cativo.
*
A
brisa serena que refresca a tez
torna-se
quebranto em mágia deprimida,
que
envolve e afoga a alma nua,
legitimando
a posse em semeadura e cultivo,
pois
se propaga em descomedida rigidez.
*
Neste
hora é preciso tirar um tempo para si,
esquecer
as vicissitudes que a vida traz
em
amargos e inconstantes brumas lascivas,
uma
vez que o que amarga o mal só nos traz.
*
É
preciso buscar um folgo em voo colibri,
esquecendo,
por um mento, o que n’alma arde,
buscando
olhar o horizente em mar fim de tarde.
*
Coragem,
anelo que nos alenta na escuridão,
é
a nossa vontade de enfrentar traumas e riscos,
com
a serenidade, buscando traquilizar o coração,
para
dar o próximo passo sem medo da vida.
*
Picardia
é não confiar na força do interior,
temer
na hora da dúvida e imprecisão,
achando
que o perdido irreparável sempre vai
estar,
e
que leite derramado nunca se há de limpar;
não,
meu irmão, te digo livre e de coração;
hoje
caído e perdido, amanhão em vivo esvoaçar.

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