sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Nas profundezas da alma perdida

Nas profundezas da alma perdida

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Nas profundezas da alma perdida,

Quando o nada vira tudo em desarmonia,

O desespero se agiganta em alforria,

E, desperto, acelera em triste corrida.

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O âmago extenua em lança incontida,

Impetuosa e ardente uma dor assedia,

Desbarata sem dó que agride e abrevia

A esperança de uma futura via florida.

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Apartado d’amor e egresso do Sétimo Céu,

Mesmo aquela fagulha parece ter fim,

Sonata inacabada ainda presa no papel.

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As rosas já não existe, nem um triste carmim,

A pena cansada descança perdida ao léu,

A noite chega indiferente, nem liga pra mim.

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