Retrato
do Ser Humano
Autor:
Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Uma
vez que mundo se dissipa em guerras sem fim,
trajetória
extenuada e exaurida,
parece
embuste sem logro, golpe de Caim,
que
afoga, assusta e intimida.
*
As
flores murcharam em triste melancolia,
um
pavio desacertado corre feroz e aceso,
cintilante
e provocante, em dor e agonia;
o
povo surpreso só olha indefeso.
*
Em
cada tópico no papel uma artimanha,
mosquetes
e adagas citilam toscos e divergentes,
a
pólvora ardida e mal cheirosa não se acanha,
o
povo sofrido chora uma dor que só ele sente.
*
O
caminho incendiado é esquisito e ardente,
diferente
do que um dia foi em visto e contentamento,
o
pobre auferido é troféu de um rude dirigente,
chora
em uma aresta, minguado e sem acalento.
*
E
o mundo agiganta em tristes guerra sem fim
os
refugiados correm tensos buscando proteção,
a
terra arrasada e em conflito, sem um triste jardim,
retrata
o ser humano, um homem que não tem coração.

Nenhum comentário:
Postar um comentário