segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Platônica

Platônico

*

Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

*

Há um caminho

que aleva a poesia a ditar-se pela mente

em um claro manisfesto insultuoso,

que preenche espaços vazios e abertos,

tangindo grave em regras averbadas,

desoladas, pesarosas e intransigentes,

perdidas em vagos desertos.

*

Cada letra no bloco, aprisionada sem dó,

choraminga na busca da liberdade alvissareira;

parece flutuar em vento infesto de poeira em pó

que sufoca em tirania suja e interesseira.

*

A liberdade se perde em um momento indeciso,

inseguro, logo vem uma tempestade que extenua

afastado o cisne,  e também o pássaro do paraíso,

apagando as luzes que provem dos astros e da lua.

*

Cada letra no bloco, desnorteada em dor,

transparece refletida em cismo  que não recua,

presa no julgo entediado de um triste tocador,

que, desconexo com a triste elegia afeita,

sente em si um sentimento em tom turvo e insinuador.

*

E o dissonante desconforme com a sorte não tida

briga consigo em madrugada a dentro,

perdido em letras que o mundo não vai conhecer,

uma vez que são celas do próprio interior,

que, embora representem um esboço de vida,

são o intimo retrato de um imaculado amor.

*  


 

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