Platônico
*
Autor:
Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Há
um caminho
que
aleva a poesia a ditar-se pela mente
em
um claro manisfesto insultuoso,
que
preenche espaços vazios e abertos,
tangindo
grave em regras averbadas,
desoladas,
pesarosas e intransigentes,
perdidas
em vagos desertos.
*
Cada
letra no bloco, aprisionada sem dó,
choraminga
na busca da liberdade alvissareira;
parece
flutuar em vento infesto de poeira em pó
que
sufoca em tirania suja e interesseira.
*
A
liberdade se perde em um momento indeciso,
inseguro,
logo vem uma tempestade que extenua
afastado
o cisne, e também o pássaro do paraíso,
apagando
as luzes que provem dos astros e da lua.
*
Cada
letra no bloco, desnorteada em dor,
transparece
refletida em cismo que não recua,
presa
no julgo entediado de um triste tocador,
que,
desconexo com a triste elegia afeita,
sente
em si um sentimento em tom turvo e insinuador.
*
E
o dissonante desconforme com a sorte não tida
briga
consigo em madrugada a dentro,
perdido
em letras que o mundo não vai conhecer,
uma
vez que são celas do próprio interior,
que,
embora representem um esboço de vida,
são
o intimo retrato de um imaculado amor.
*

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