A luz que busca novos amores
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem
Talento
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Os seus olhos são promessas de um amor sem fim,
não há como medir o ontem, o hoje e o amanhã,
resta a mim ficar aqui, lendo no divã
sobre donzelas e cavalheiros andantes,
poemas inigualáveis de épocas,
escritos em folhetins,
contando estórias de jovens amantes,
estórias que não existiram jamais.
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O agora não é como poderia ter sido antes,
o meu corpo, esfacelado pelo tempo,
ainda sente dores de longas caminhadas,
em estradas perdidas, errante.
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Impaciente,
eu teimo em não chegar ao fim da estrada,
o meu coração bate tão forte,
desafiador e indolente,
deseja, talvez, novas jornadas,
pobre membro rubro carmim,
logo conhecerá, quem sabe, a face da morte,
porém, ainda em caso de sorte,
nem assim outro amor encontrará.
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Pobre de mim.
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Mas os meus olhos olham um novo horizonte,
há vida em um outro norte,
não é o amor, é contentamento e sossego,
desejo d’alma recolhida em si,
quieta, mas ainda com vida.
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Ainda assim, em mil dores,
eu teimo em retornar às estradas passadas,
em busca, não dos antigos, de novos amores,
pois enquanto houver fulgor no cérebro
haverá força no corpo e pulso no coração,
luz, ainda que tênue, nos olhos
e o vigor de um novo empenho
e energia para a alma em um último esforço
buscar uma nova paixão.
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Enquanto existir a luz e o seu brilho esplendor,
haverá tempo para um novo amor.
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(Poema publicado pela 1° vez em 04/março/2014)
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