sexta-feira, 3 de outubro de 2025

A luz que busca novos amores

A luz que busca novos amores

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

*

Os seus olhos são promessas de um amor sem fim,

não há como medir o ontem, o hoje e o amanhã,

resta a mim ficar aqui, lendo no divã

sobre donzelas e cavalheiros andantes,

poemas inigualáveis de épocas,

escritos em folhetins,

contando estórias de jovens amantes,

estórias que não existiram jamais.

*

O agora não é como poderia ter sido antes,

o meu corpo, esfacelado pelo tempo,

ainda sente dores de longas caminhadas,

em estradas perdidas, errante.

*

Impaciente,

eu teimo em não chegar ao fim da estrada,

o meu coração bate tão forte,

desafiador e indolente,

deseja, talvez, novas jornadas,

pobre membro rubro carmim,

logo conhecerá, quem sabe, a face da morte,

porém, ainda em caso de sorte,

nem assim outro amor encontrará.

*

Pobre de mim.

*

Mas os meus olhos olham um novo horizonte,

há vida em um outro norte,

não é o amor, é contentamento e sossego,

desejo d’alma recolhida em si,

quieta, mas ainda com vida.

*

Ainda assim, em mil dores,

eu teimo em retornar às estradas passadas,

em busca, não dos antigos, de novos amores,

pois enquanto houver fulgor no cérebro

haverá força no corpo e pulso no coração,

luz, ainda que tênue, nos olhos

e o vigor de um novo empenho

e energia para a alma em um último esforço

buscar uma nova paixão.

*

Enquanto existir a luz e o seu brilho esplendor,

haverá tempo para um novo amor.

*

(Poema publicado pela 1° vez em 04/março/2014)

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