A liberdade da alma
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem
Talento
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As vezes que eu estive sozinho,
caminhando sem rumo, olhando a lua,
eu sentia a brisa no rosto
e respirava a liberdade com a alma nua,
andava ao léu em emaranhado caminho;
era um tempo sucinto e infundo
de junho ou agosto
na tez o orvalho fino e muito gostoso.
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A liberdade é um truque imaginário
preparado por um parvo anjo vagabundo,
que, devaneando, modela a alma da gente,
trazendo os sonhos dos mares profundos
ou escondidos no ego da mente.
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E tempo que passa tranqüilo e a toa
não traz consigo o passado e nem projeta,
ele só sacode a poeira em uma denguice tão boa
que faz de um parvo um sábio poeta.
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As vezes que eu andava solto na rua,
não temia o medo do advir ou da escuridão,
tranqüilo, eu olhava as estrelas e a lua,
na mente uma poesia, n’alma uma canção.
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29/10/2025

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