DéJà
vu
*
Autor:
Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Na
luz dos teus olhos eu encontrei a paz
que
havia perdido
nos
descaminhos da vida.
*
O
meu passado foi uma vida atribulada.
*
Eu
viajava na vida como passageiro clandestino,
sem
rumo, solto, sem destino.
*
Eu
não tinha parada certa,
sem
abrigo,
era
incerto o que eu teria pela frente,
sabia
simplesmente
que
o meu termo estaria no povir
e
isto me atemorizava,
pois,
sem rumo e perdido,
escravo
e amargurado,
eu
vagava...vagava...
*
Foi
na dobra de uma esquina qualquer da existência,
realidade
que eu não tinha mais
algo
mudou tão de repente.
*
Tu
surgiu na minha frente
e
o teu acalento me trouxe a paz,
a
minha jornada tomou outra referência.
*
Eu
senti na luz dos teus olhos a força
do
apoio na tua mão estendida.
*
Foi
consolador quando tu me estendeste a mão.
*
Do
solo,
eu
levantei com o teu amparo,
da
vida eu não era mais um cativo.
*
Todavia
os
mesmos caminhos tortos que ti trouxeram
levaram
a tua alma tão pura
para
longe, bem distante...
*
Tu
foste morar com Deus.
*
Eu
chorei por ter perdido o meu grande amor,
mas
nunca mais voltei a ser errante,
pois
a tua presença eu não perco mais.
*
Os
teus olhos, a tua força e o teu amor
sempre
estarão comigo,
vá
aonde eu for.
*
E,
agora, eu ando por muitas estradas,
diferente,
eu não procuro mais a tua luz,
pois
a luz dos teus olho eu trago comigo,
procuro,
sim, encontrar naquela estrada
um
momento déjà vu.
*
(Poema
publicado pela primeira vez em 01/feveireiro/2025)
*

Nenhum comentário:
Postar um comentário