A ti esta poesia
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Às vezes eu olho os astros a noite,
a lua crescente e sorridente, tão bela,
ao me olhar entre os vidros da janela,
parece feliz ao ver-me entre leves e afoites.
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E cada letra que no bloco eu arranjo,
vislumbro o concerto do mundo em amor,
sonata sublime, amiga e sem dor,
recitada tão doce na voz de um anjo.
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E cada nota em concordância no recital,
um pouco da essência que trago em mim,
perfume de rosa ou olência jasmim,
é um poema que esvoaça ao sideral.
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E as estrelas, ao lado da lua sorridente,
encantos sibilosos que muito me inflama,
são testemunhas desta alma que sente
aquele fragor no peito de quem ama.
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Eu, com o alento da lua, fantasio acordado,
imaginando as letras leves
e esvoaçantes,
buscando os ares em energia cintilante,
cortando os céus e entregando um recado.
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E tu, deusa, mulher-do-olhar em magia,
perfumada em lírios, sedutora e correta,
sonha disfarsadamente com este poeta,
que, entusiasmado, a ti, elabora esta poesia.
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