Adrenalina
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Autor; Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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De repente aquele forte estrondo,
trovão atemorizante, mundo doido,
repique de vidros quebrados, escarcéu.
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A pinga recém saída do alambique
molhando o asfalto quente e úmido.
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Era lindo
viver a vida, virou mausoléu,
perdido em mil e um alaridos.
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De tanto surfar no ritmo escaldante
das chamas ardente da adrenalina,
voou feito ego herói e, triste despedida
cumprindo lamentável sina
de quem não estima a própria vida.
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Se buscava no álcool o tempero da emoção,
energia que estimula a excitação,
encontrou no choque mortal naquela esquina
um fim tão triste na sua louca corrida.
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20/06/2015

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