Da vida e da sorte
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Eu já não receio as lágrimas em público,
cansei de esconder a minha fraqueza,
no fundo de mim ao contradito eu abdico,
quero ser o melhor da minha natureza.
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Passo curto, passo cansado,
combalido, mas na vida jamais vencido,
continuo livre colibri alado
buscando as flores de um jardim florido.
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Percorri montanhas longínquas e estranhas,
perdidas em confins irregulares e sibilinos,
busquei o segredo do Santo Graal com toscas artimanha,
desorientado como um pobre menino.
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Em mares além ouvi o canto da sereia,
enleio envolvente e sedutor,
e, sem preconceito, tanto fez ser bela ou feia,
importou mesmo ser sincero o seu amor.
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Em cada aresta do meu pequeno universo,
desguarnecido para as coisa boas da vida,
ficou um pouco do meu em ditos e versos,
chorosos ou amorosos em rica corrida.
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Então eu não preocupo mais com censura atoa,
tenho a pena livre e esvoaço pleno no ar,
da vida e da sorte eu só guardo as coisas boas,
as perdidas eu deixo ao lado e continuo o meu andar.
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