domingo, 5 de outubro de 2014

Subjetivo

Subjetivo

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

*

A minha verdade me pertence,

a tua verdade é só tua. 

*

Não venha empurrar goela abaixo

no meu “eu” só mando “eu”

a minha verdade é fruto da minha consciência

próprio de mim, ciência.

*

Não vivo de aparência.

*

Pronto, entendeu?

*

Não sou mero capacho

que se  abate na doença.

*

Alguns  são maleados

usados

e depois desprezados.

*

Já Tentaram fazer isto de mim,

bem assim.

*

Eu, descrente de tudo,

penei muito estrada da vida,

trilhei muitos caminhos no mundo

e fiz a minha verdade.

*

Tive uma vida sofrida,

doida a história de ser

mas assim é o viver.

*

Nasci na vida de forma espontâneo,

inocente,

mas nunca fui néscio

ou perdido demente.

*

Libertei o meu ser,

no dia que

cavoquei minha cova.

*

Morri nada, minha alma é poderosa

fui forte e me libertei.

*

Ah, que sova levei da vida

vida tão dolorida

vida sofrida.

*

Importante é que levantei.

*

Levo agora o puro da consciência.

 

Eu que vivi o mundo, 

mundo onde me atirei sem dolência,

mágoa ou aflição.

*

Perdi-me em prazeres

bebidas e vícios,

e, perdido, encontrei minha razão.

*

Da natureza apreciei as beleza,

dei a mão as impurezas

abracei amigos e inimigos.

*

Perigo.

*

Em lições criei minha ética.

*

Norma moral,

sou frágil, mas não amoral.

*

Quem anda comigo

no prazer ou no perigo

conhece meus fortes e deslizes

sabe meu equilíbrio.

*

Mortal olhei o infinito

baixei os olhos,

mas não ruborizei minha tez.

*

Nem arrogante, nem humilde,

prático no modo de ser,

sou firme, não amiúde,

nunca fui repentino,

pois sempre tive tino.

*

É tudo tão subjetivo,

a verdade me pertence

e por mais que pense

sou feliz assim

com a vida que vivo

05/10/2014 



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