O
lamento de uma mãe
*
Autor:
Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
A mãe
lamenta a perda do filho querido,
jaz, o moço,
caído no asfalto molhado da rua, tão fria.
*
Fria a rua ou mais triste fria é a vida?
*
A mulher
chora o futuro que não venho,
chora o dia
que não existiu.
*
O
filho, herói ou bandido, quiça só mais uma vitima,
de uma guerra sem fim.
*
Era, na
sua mente, o que pra outro talvez nem fosse,
importante
dizer que mesmo que fosse
seria, agora, um simples número na planilha,
negra como a noite escondida num véu.
*
Sua alma
agora chora
no peito a dor lhe afligia
seu filho
partia sem nada deixar aos seus,
nem mesmo
um triste adeus.
*
A mãe
poderia até maldizer aos céus,
gritar de dor pela profana injustiça,
levantaria
bandeira branca de trégua.
*
A sociedade
estaria a seu lado,
mas do outro
lado a cobiça
de irmão
que mata irmão
em uma guerra
impia e sem regra,
que disputa a dor da permanência
na terra úmida de carmim corado,
vermelho
enrubescido
pela dor
das almas que partem
em
triste sina desconhecida.
*
A mãe
chorava a perda do filho querido;
a sociedade
a perda de mais uma vida.
*

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