sexta-feira, 2 de maio de 2025

Soneto da solidão

Soneto da solidão

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Fecharei a porta da casa, não do coração,

esquecerei o movimento frenético da rua,

aqui o tempo para, lá fora a vida continua,

do agito da rua eu me escondo em solidão.

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Nos versos que eu escrevo, vindo do coração,

a tua imagem respinga e isto me atenua,

n'alma cabe um anjo quando de amor flutua,

a vida é certame em alarido ou solidão.

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No vai e vem da alma em suavidade e dor

concentro a mente no sentido que eu procuro,

no poema que descansa na mesa o meu ardor.

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Não te preocupes, estou forte e ainda seguro,

em mim voejam saudades do teu visto glamour,

na rua a vida continua, aqui eu me sinto seguro.

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