sexta-feira, 16 de maio de 2025

As duas faces da moeda que só o tempo imprime


As duas faces da moeda que o tempo imprime

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Hás de saber, prenda que eu guardo no coração,

Que a saudade é sentimento em doce melancolia,

Às vezes tange forte, flecha com afinado arpão,

Ponteaguda, flagela em densa dor e terrível agonia.

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Perdido no âmago em tristeza e tão forte aflição,

Esquecemos da realidade e abortamos a fantasia,

Parece que a vida perdeu o que chamos “paixão”

Pois, cabisbaixo, desaparecemos sem a poesia.

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Mas, seleta em mil, com o coração em ternura,

A saudade é também um sentimento sublime,

Ela mostra o amor que nem o tempo mesura.

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Aquele mais belo sentir que nada afasta ou suprime,

Devaneios n’alma solita, mas ainda em meiga candura.

Duas faces da moeda que só o tempo imprime.

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