sexta-feira, 10 de março de 2023

És a Musa Em Lira e Melodia ou Trovas D'Amor

És a Musa Em Lira e Melodia ou Trovas D’Amor

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Poeta em ponta de pena segura,

carrego o meu fado emaranhado,

com o coração ardente em tênue candura;

sorrindo eu olho o céu e deixo o medo de lado.

*

Cansei de agonizar em doida loucura,

sou atinado nas coisas do dia a dia,

levo leve a vida, coração em ternura,

pois o amor faz da vida uma poesia.

*

Não esquento com os deslizes da vida,

escorrego às vezes, eu sei que sou humano,

não levo n’alma a maldade em forma desmedida,

procuro o sagrado, mas não fujo do profano.

*

Eu te espero diva, minha doce beldade,

a ti darei um poema e uma estrela brilhante,

pois ao universo declararei uma forte verdade;

sibila dos versos meus, és o meu diamante.

 *

Eu não conheço o segredos dos antigos templários,

o verso eu modulo de acordo com a alusão,

sou poeta parco e os versos não diários,

mas acredite advindos são do coração.

*

Eu verso os meus versos olhando a lua,

do escritório a visão orna em bela moldura,

ao lado uma névoa traz a imagem tua;

o astro celeste toca n’alma em doce ternura.

*

Às vezes eu penso que um dia não mais eu versarei,

esta certeza dói forte n’alma revolta

mas logo fico tranqüilo, pois muitos versos eu versei,

e os versos versados esvoaçarão aos céus, viajem sem volta.

*

Sibila bens sabes que és una, diva e seleta

impar na vida, forjada em amor e em poesia,

sabes, ainda que terás sempre um verso deste parco poeta

posto que és a musa em lira e melodia.

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