sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Sibila Seleta

Sibila Seleta
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Ah esses devaneios e quimeras,
avassaladores que são,
impregnam n'alma poeta,
e jogam o parvo às feras,
(julgadores dos ditos em coração)
naquela hora fria e incerta.
 *
E o parvo se azucrina
em sonhos dourados e fantasias,
tecendo no bloco uns versos d'amor
moldando a diva que imagina,
aquela que faz as suas utopias,
afastado do mundo e da dor.
*
E a sibila de cachos dourados,
na casta virtude e nobreza
moldada musa no bloco de papel,
em letras firmes e douradas,
assume ser impar na natureza,
e destinada ao Sétimo Céu.
 *
Ah esta estrada dura e espinhosa
que o poeta teima em andar
buscando a beldade dos sonhos seus
é, na realidade, caminho de rosas,
e o perfume ajuda a libertar
odes que esvoaçam sem nenhum adeus.
*
E tu, sibila dos versos meus,
serás para sempre a diva seleta,
concebida ao parvo em magia,
encantarás os ricos e os plebeus,
posto que os versos são ofertas
em forma de mil odes e poesias.
*



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