Ao Meu Rio Grande do Sul
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem
Talento
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Muito eu sei na vida,
pois aprendi no pó da estrada,
que mulher doce e querida,
bem tratada é uma fada.
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Ah, percorri léguas deste Rio Grande,
fui lá onde o graxaim se estica,
e, sagaz, engana quem pensa que é esperto,
levado o bicho bate no pé,
deixando o vivente a ver sílica.
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E o pago mais e mais se expande.
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Por mais que se ande,
mais e mais se aprende no Rio Grande.
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Tomei banho de sanga
no riacho na encosta da serra,
uva direto do pé é uma delícia,
tomei café farto e colonial,
caí na sesta em cansada preguiça.
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Montei zaino, branco e alazão,
montei também uma petiça,
fui quedado tipo um moleirão.
*
O meu Rio Grande
é tudo isto que em volta encerra
os campos, os pago, litoral e a serra,
e por mais que eu ande,
mais ainda me gabo desta terra.
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Querência Amada do bem querer,
toca todo o dia no meu coração,
uma toada que nunca vou esquecer,
um mate amargo, uma prenda e uma canção.
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