Digo e Não Engano
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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E se quiseres que eu diga,
direi sim,
em rima e verso arcaico
do início até o fim.
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Serei rude poeta parnasiano,
em vulgar cantar prosaico,
e em triste e grave cantiga
cantarei o vago e o pesar
deste poema letal e laico,
que pressiona e pincela no peito
a dor em negro mosaico.
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Miscelânea vil que mistura
o amor, a amizade e o engano;
a burla, o descuido e a ternura.
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Se quiseres que diga, eu digo;
e digo, embora em dano;
"és fruto da minha atenção,
moras no meu coração,"
digo e não engano.
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