sexta-feira, 16 de maio de 2025

As duas faces da moeda que só o tempo imprime


As duas faces da moeda que o tempo imprime

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Hás de saber, prenda que eu guardo no coração,

Que a saudade é sentimento em doce melancolia,

Às vezes tange forte, flecha com afinado arpão,

Ponteaguda, flagela em densa dor e terrível agonia.

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Perdido no âmago em tristeza e tão forte aflição,

Esquecemos da realidade e abortamos a fantasia,

Parece que a vida perdeu o que chamos “paixão”

Pois, cabisbaixo, desaparecemos sem a poesia.

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Mas, seleta em mil, com o coração em ternura,

A saudade é também um sentimento sublime,

Ela mostra o amor que nem o tempo mesura.

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Aquele mais belo sentir que nada afasta ou suprime,

Devaneios n’alma solita, mas ainda em meiga candura.

Duas faces da moeda que só o tempo imprime.

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quinta-feira, 15 de maio de 2025

Não seria

Não seria
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Não seria um cântico em aflição,
Padecimento  em dor ou em agonia,
Deveria ter mais do que isto, ser poesia,
Esvoaçar aos céus em doce paixão.
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O desalento esmorece o coração,
Esfria a alma, escurece o dia,
Anula e depois extingue a fantasia,
É preciso ter no ode alguma ilusão.
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É preciso atear uma chama d’amor,
Ascender no coração a doce ternura,
Esquecer do mundo, esquecer da dor.
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Olhar nos olhos com afeto e candura,
Buscar nos braço um abraço condutor,
Que eleve aos céus em meiga aventura.
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quarta-feira, 14 de maio de 2025

Uma fábrica de ritos

                                                               

 

Uma fábrica de ritos
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*Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Em versos confusos e sem nexos,
Bitolado em liame que a nada levaram,
Reversos da liga entre o amor e a liberdade,
Eu procurei abrigo na busca da paz e da sentatez,
Incendiado em chamas, da vida desconexo,
Sem abrigo e dentro de mim eterno cativo,
Refrescado pelo amargor da própria tez.
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E seria simplesmente um vulto em dor,
Errante na busca do norte em novo horizonte,
Mas abatido pelo complexo da vida dissoluta
Em mim eu perdia a ilusão e sumia na estrada,
Abatido pelas dores mundana da triste disputa,
Em oásis temporário em plena estiagem,
Que iludia de vez em quando atrás daquele monte.
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E a vida foi passando em trejeito soturno e involuntário,
Rindo do tosco emaranhado em muitos “talvez”.
Esgotado e fatigado sem força com pena no papel,
Procurando um fio em meada de uma ilusão ou uma quimera,
Em fábrica de rito de rude escritos em manuscritos,
Um por um, gravados em amor de forma sincera.
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Divaguei tanto nestas estradas diversas e poluidas,
Entristecia a cada mortalha que a vida apresenta,
Porque viver não é fácil em certame misturado
Mas a vida é para ser vivida em lidas e  batutas,
Sem medo medo da sorte que muito nos atenta,
As vezes fecundas e outras vezes indecorosas.
E em verso que eu escrevi ficou um pouco de mim,
E elesa agora  flutuam hoje em estradas com rosas.
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Venci desafios, agora estou perto do fim.
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sexta-feira, 9 de maio de 2025

A poesia é filha abençoada da utopia

A poesia é filha abençoada da utopia
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Verdadeiramente
a poesia é a filha abençoada da utopia,
e da fantasia também,
e, inimaginavelmente,
esvoaça em direção ao etéreo sibilino,
de tal maneira incompreesível,
que parece brincar de assentir
o inatingível.
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Verdadeiramente
o tempo é a ilusão da vida,
uma vez que o dia precisa dos cincos sentidos,
para que a existência seja consentida,
mas, também, é preciso ter do amor o entendimento,
pois sem amor, sem discernimento,
é vida vazia, vida que mente.
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Verdadeiramente
a sequência dos dias é supra delimitado
por energia extra sensorial,
que, inexplicavelmente,
domina e doutrina
os fusos e difusos do cosmo sideral.
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Verdadeimente
o homem não consegue se explicar
pois, imagem definida pelo Criador,
perdeu a essência da humildade no coração,
e, extraviado com a alma dolente,
perambula no mundo sem amor.
 *
Verdadeiramente
a poesia é filha abençoada da utopia,
e da fantasia tambén.
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terça-feira, 6 de maio de 2025

Quadrinha

Quadrinha
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No dia claro ou noite escura,
eu nem mesmo sei por que direito
levo a esperança sempre no peito;
eu sou misto de fé e candura.


 


sexta-feira, 2 de maio de 2025

Soneto da solidão

Soneto da solidão

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Fecharei a porta da casa, não do coração,

esquecerei o movimento frenético da rua,

aqui o tempo para, lá fora a vida continua,

do agito da rua eu me escondo em solidão.

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Nos versos que eu escrevo, vindo do coração,

a tua imagem respinga e isto me atenua,

n'alma cabe um anjo quando de amor flutua,

a vida é certame em alarido ou solidão.

*

No vai e vem da alma em suavidade e dor

concentro a mente no sentido que eu procuro,

no poema que descansa na mesa o meu ardor.

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Não te preocupes, estou forte e ainda seguro,

em mim voejam saudades do teu visto glamour,

na rua a vida continua, aqui eu me sinto seguro.

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quinta-feira, 1 de maio de 2025

Soneto da vida

Soneto da vida
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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De ponta a ponta, de dor em dor,
seguiremos a vida buscando o amanhã;
n'alma levamos a esperança e a fé,
nos olhos o brilho de um sonhador.
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De ponta a ponta, em sonhos d'amor,
um passo depois o outro, sempre à pé,
contra tudo, contra todos e contra a maré,
de passo em passo, sem delimitador.
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Um dia chegaremos ao fim da jornada,
sem o medo de ter perdido o compasso,
posto que a vida foi doce, mas limitada.
*
Não teremos medo do vazio no espaço,
a vida foi em amores diluida e condensada,
de ponta a ponta, de passo a passo.
*


 

 

Meine liebe kleine goldene Fee ou Minha querida e pequena fadinha dourada.

  Meine liebe kleine goldene Fee ou Minha querida e pequena fadinha dourada. * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * ...