domingo, 16 de junho de 2024

Fica tudo no ar

Fica tudo no ar
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Ao anoitecer, como se fosse obra do acaso,
no céu em tenuidade o avião flutua,
na densa imagem enuviada do ocaso,
sem a presença de astros e nem da lua.
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O papel reclama a falta da letra consoladora;
a pena em uma aresta da mesa vazia,
espera, quem sabe, uma alma sonhadora,
que fie um verso para o inicio da poesia.
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E os vagos do Destinos, livres e desimpedidos,
esvoaçavam, perdulários e soltos, em volta,
sem ninguém para cobrar o fado esquecido,
que, a margem de tudo, seguia em má escolta.
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Deprecie quem pensa que o poeta é fabricante,
não há sempre a margem para o vento tocar,
não haverá eternamente um brilho flamante,
às vezes o verso não sai e fica tudo no ar. 
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sábado, 15 de junho de 2024

O amor tudo pode vencer

O amor tudo pode vencer
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Como as histórias perdidas na vida,
cada uma tem o seu por que e sentido,
a sua razão de ser em idas e vindas,
na vida nada fica em aresta escondido.
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E tu és a seleta mais doce e querida,
sibila encantadora deste poeta perdido,
que c'as letras, vertes meigas fluídas
e transforma em versos o que está sentido.
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O que o Destino incoerente decide e trama
é o resultado daquilo que teimamos em ser,
não resta dúvida; és tu quem me inflama.
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E os versos que o poeta teima em escrever,
destinados a ti, seleta e divina dama,
mostram que o sistema/espaço/tempo o amor pode vencer.
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Na politica eu tento ser politicamente correto

Na a politica eu tento ser politicamente correto
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Nas andanças desta vida
tanta coisa gozada eu já vi,
vi pelego de pele ardida
faceiro como belo colibri.
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Vi gente tosca c'as face caramela,
gemendo de dor, sem soltar um urro,
puxa-sacos safados segurando velas,
pensam ser espertos, mas são burros.
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Ser apaixonado por quem é chulé
já nem esquento e não ligo
tem sempre algum mané
que despreza o risco e perigo.
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Não vou expandir falando de dor,
em volta tem muito ganso,
por isto só vou falar d'amor,
não sou idiota, burro ou tanso.


 

terça-feira, 11 de junho de 2024

Acróstico Rosangela Rossa

Acróstico Rosangela Rossa

Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

Responsavelmente versarei a ti,

Observando detalhes nunca antes vistos,

Saboreando cada letra em cadência,

Ao teu predicado sorriso colibri

Notas consoantes em acordes imprevistos,

Gigantes em simetria a tua essência;

És una, és sim, igual a ti jamais eu vi.

Liberta em puro espírito bem quisto,

Alma serena de paz em doce anuência.

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Radiante em luz, serena em amizade,

Ondas intensas em pura e aprazível energia,

Suavidade que tens no olhar em simplicidade,

Seleta jóia ornada tal preciosa pedra jade,

Adorável e original para o melhor, és poesia.

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Dedicado a amiga Rosangela Rossa.

 


 



domingo, 9 de junho de 2024

Eu não escrevo pelo estopim de regras

Eu não escrevo pelo estopim de regras

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Eu não escrevo pelo estopim de regras,

Escrevo por mim, pelo toque da minha matriz,

Pelo direito de seguir os meus avessos

Pela flama de amainar o peito e ser feliz.

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Eu tento buscar em mim o senso simbolista

E ao olhar o clarão pela janela do escritório,

Eu fecho os olhos imaginando a pena otimista,

Desenhando a sibila em um pedestal de oratório.

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Eu me afasto destes dias torpes e mundanos,

Procuro a prosopopéia em castos sentimentos,

Busco no sorriso de um livro o cantar humano

De quem doou o tempo para o meu entretenimento.

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Eu não publico para o louvor ou para a censura,

Publico a fim de saciar a alma ávida e pungente,

Libertando a alma uma cela cinza e escura;

Sou como ave bendita em rio de verde vertente.

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sexta-feira, 7 de junho de 2024

A perdição de Pilatos

A perdição de Pilatos

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Eis que ali,

Calado e com o olhar perdido,

Tal assustado colibri,

O marasmo do dia na mente,

Corpo alquebrado e moído,

Sufocado com água ardente,

Pilatos de repente caiu em si;

Há muitos estamos desassociados do dia,

Com o cotidiano emaranhado em loucuras

Longe do amor e vivendo em agonia

Carregando o peso da discórdia,

Lamentando feridas mal curadas,

Sem Deus e sem misericórdia.

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O mal do irmão já não mais deprime,

Noites vazias, pesadas, tristes e escuras,

Sufocados em intrigas e mixórdias.

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Prometemos liberdades para alguns,

Para outros viramos o rosto ao lado.

É este o nosso real cotidiano,

Ou é tudo fruto dos nossos enganos?

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terça-feira, 4 de junho de 2024

O tempo saberá o destino destas letras aladas

O tempo saberá o destino destas letras aladas

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Se, de verdade, amor é bem em reverência,

Para o bem, a ti zelo em atenção e cortesia,

És bela em elegante glamour e casta essência;

Mulher do olhar em tão cândida magia.

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Dos céus eu desejo inspirações em anuência,

Ao que trago n’alma, sem dúbia malícia,

Posto que, este sentimento em casta ardência,

É o que tem n’alma deste que te aprecia.

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Da vida eu nada levarei, deixarei ternuras

Ornadas em um mosaico de letras pinceladas

Em versos ou fados de amor em meiga doçura.

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E o tempo saberá o destino destas letras aladas,

Posto que, no pedestal dos sonhos, doce e segura,

A imagem seleta de dama, querida e dulcificada.

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Ser pai

  Ser pai * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Ser pai é um presente de Deus; pois o Criador nos colocou na terra ...