quarta-feira, 2 de julho de 2025

Um poema d'amor

Um poema d’amor
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Suave e delicados,
os teus olhos transmitem a ternura
de uma sibila em meigos e alados,
pois és tão pura,
e eu, com o âmago caliente e salaz,
vivo a contemplar, ansioso e voraz,
sem paz.
*
Perdoe, eu não um santo inocente,
sou fadado ao erro e ao deslize,
e guardo comigo uma alma reprimida
solta aos ares, tal perdizes,
buscando as delicias do campo esverdeado,
ou, talvez, um desajeitado colibri,
que, sem pudor, só espera por ti.
*
O meu coração te deseja em tal aspereza,
que cola no espírito em agonia e dor,
pois, parvo, perdido em rios e correntezas.
*
Só me salva a incerteza deste meu amor.
*
Então eu sonho desvarios e fantasias,
absorto em mim em uma lágrima sentida,
chorando uma grande dor
quando coloco no bloco um poema d’amor.
*



 

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