terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Os teus olhos aludem, mas não mentem

Os teus olhos aludem, mas não mentem
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Quisera esquecer desta tarde úmida e fria,
deixar de lado a lida que me explora,
e, acuradamente, escrever-te uma poesia.
*
Falaria dos teus olhos latentes e emotivos,
que acobertam secretos em arestas e recônditos.
*
Divagos, diversos, alegres ou aflitivos?
*
És deidade em bruma incógnita e hermética,
diva melindrosa, dona do Santo Graal,
guardada em verso de Gregório, poeta profano,
ou lívida flama de Camões, poeta ardente.
*
Os teus olhos aludem, mas não mentem,
são luzes deslocadas do fundo d'alma,
singelos, sinceros e amáveis,
e trazem íntimos sigilosos e cativos.
 *
E os teus olhos me devaneiam em sonhos e desatinos;
harmoniosos e serenos, mas indecifráveis.
*



 

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