domingo, 9 de novembro de 2014

No escuro

No escuro
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Desesperançado, percorres estradas e caminhos sem fim,
procuras a sorte perdida, agonia, peregrino sem par,
magoado com a vida, trágica e tão curta, desiludido,
sem utopia, caíste na sina, tonto, tal bêbado em botequim.
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Náusea, sufoco, dor, vergonha e constrangimento.
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Na calçada da má fama tu marcas o  nome, e o azar,
no curral da desonra és boi gordo a manear.
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Não tem bufão tão vil como o homem perdido
em vícios, degradações e ilusões passageira.
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Não paga a diva, deidade tua. 
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Oh ser, ei-lo aqui, em uma ladeira
que sobe e desce, andar não é brincadeira,
a vida é sorrateira, tal bela que beira a esquina a agitar,
mas não questão de participar.
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Na memória retem todo o teu vil passado,
imaginas, tu, qual pequeno, infame e triste teu futuro.
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Hoje, opaco, segue sozinho e calado
pensando na luz do túnel, sem fim, tá tão escuro.
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Te apegas em minucias e detalhes que assombram,
a culpa é alheia, mas és tu que deves suportar!
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Agiste de forma errada, a ninguém quis escutar,
costuraste tuas vestes e moldou o moldem impuro.
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O futuro é teu, Morfeu, não tens mais como mudar.
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09/11/2014



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