domingo, 16 de junho de 2019

A Cigana No Centro Da Cidade

A Cigana No Centro Da Cidade
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento 
*
Em clara manha de segunda,
no centro da cidade,
a cigana, de forma profunda,
a minha sorte leu,
em plena verdade.
*
Tens a alma imensa
e generosidade profunda,
mas atine; não é como pensas
a vida é corrida
e as vezes a gente afunda.
*
Meu Deus! verdade verdadeira,
se encontrei gente interesseira,
tive a amizade de gente companheira.
*
Não se apoquente mas não confunda,
nem todo o sorriso é sincero,
nem todo o mundo sorri,
nem todo o mundo é severo.
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Escutei a cigana atento.
*
Hoje sou Poeta Sem Talento,
vivo de minha poesia,
mas nunca esqueci a cigana
que clareou o meu dia.
*
16/06/2019


O Amor Ao Deus, Nosso Senhor

O Amor Ao Deus, Nosso Senhor
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Amor que abriga e contagia,
solução aos males da vida,
consolo na noite mais fria,
quando Deus está n'alma sofrida
um acalento em doçura,
doce ternura,
conforto e alivio .
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De que valeria infinitas riquezas
e a natureza
com toda a sua natureza
sem o amor divino no coração?
-
Andarei, sarraceno caminhante,
por todas estas estradas
e na minha caminhada
levarei comigo a fé de viajante,
pois se vivo a vida que vivo
é graça ao amor
ao Deus, Nosso Senhor.
-


Espectros, Sem Rosto e Sem Nome

Espetros, Sem Rosto e Sem Nome 
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento 
Há de muito a quem o mal já disse.

Na história Antiga Francesa
no tempo da realeza
voltava o Luiz XV
de sua caçada à cavalgar.

Ele um grande rei sem norte,
medroso que era da morte,
vivia folgado e em bem estar.

No caminho trapilhos em procissão,
espectros, sem rosto e nem nome.

Era um era dois e alguns mais,
moídos a andar
deveriam um morto enterrar.

Espectros, sem rosto e nem nome
-"Para quem?"
Era o rei perguntando a alguém...

A resposta foi fulminante
do mendigo a "Sua Excelência"
-"A um escravo irmão, incansável no mourejar
n'aquele sítio ali distante."

Onde o rei excitava os seus dias a caçar.

Espectros, sem rosto e nem nome.
-"Do que morreu?"
-"De fome."
O rei?
Deu de esporas no seu cavalo.




sexta-feira, 14 de junho de 2019

Toma o Meu Coração Para Ti

Toma o Meu Coração Para Ti
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Toma o meu coração para ti,
tome-o e faça o que desejar,
tome-o e decida de si para si,
tome-o, visto que perdi a paz
e nas madrugadas eu peno 
curvando a minh'alma pesada,
busco-a (a paz) não a tendo mais,
neste momento caio pesaroso no ócio 
ou consumo o meu âmago em ódio
e aflito provo do meu veneno.
Toma o meu coração sarraceno,
e não penses que vou censurar;
compliquei em dores e ais.
Tendo-o na vida em gerúndio
deixarei de estar pesaroso,
mas tome-o firme e imperativo,
fugindo do indicativo.


E És Assim Porque És

És Assim Porque És
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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E se fossem frases feitas, 
clichês em lugares-comuns,
não teriam os erros que tenho,
seriam vagas e perfeitas,
rasuradas e não desenhos.
*
Esboços sinceros ao meu jeito,
quadros ornados e comuns,
alguns à ti, deusa da beleza,
sensata, serena e madura,
esbelta, elegante e graciosa,
primorosa em graça e sutileza.
*
Reparo em muitos olhares,
filha do tempo e da ventura,
dona das aves do paraíso,
(aquelas que singram os ares
em delicada e suave lisura).
*
Tão pura, que és.
*
E és assim porque és,
tão somente, repito, és...
e por seres como és
é tão fácil descreve-te.
*



quinta-feira, 13 de junho de 2019

Guarde Este Momento

Guarde Este Momento
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Guarda este momento sublime,
guarda no coração
este minuto tão especial,
retenha e não o subestime,
outros na certa virão,
e entrarão na sua vida,
e deste instante ao vento,
átomo de poeira partida,
talvez reste só a recordação.
Por isto, doce e querida,
fica aqui o meu alento...
Guarde este momento.


Este Poema



Este Poema 
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento 
*
Hás de reler este poema em noite sombria,
quando o desatino bater a tua porta,
encontrando-te triste e com a alma vazia,
e consternada, vida picada, dor e revolta.
*
Terás n'alma sofrida aquele momento solidão
em nuances descoloridos e picados.
*
Não terás um abraço amigo neste instante,
posto que, alento confiável, estarei distante
cumprindo fadário incerto, pagando pecados.
*
E tu serás quem mais vai sofrer a dor desta paixão.
Todavia, alma da vida minha, terás ainda este poema, 
lembrança que, junto a muitas outras guardadas,
falarão de um tempo passado em felicidade suprema.
*



Meine liebe kleine goldene Fee ou Minha querida e pequena fadinha dourada.

  Meine liebe kleine goldene Fee ou Minha querida e pequena fadinha dourada. * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * ...