O Cristo Estava Morto
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
E
findou-se...
O Cálice fora bebido,
nada mais restou,
tudo estava consumado.
O Cristo estava morto.
Algumas pessoas sofriam
a dor dos desamparados;
outras não,
deixaram tudo para o lado
e em um canto agachados
subserviente da sorte em ambição
jogavam a túnica do falecido.
Acabados,
não faziam a ciência do acontecido.
O Cristo estava morto.
No alto a escuridão era total,
em baixo nada de nada se enxergava,
lamurias se poderia ouvir daqueles homens
dado que o tempo de coisa alguma havia mudado.
No entanto quem poderia ouvir?
Todos, como a humanidade, preocupavam-se com consigo,
e todos, entre si, estavam indiferentes a esta humanidade.
Esta é a verdade.
E o Cristo estava morto.
domingo, 31 de março de 2019
Vassalo e Sarraceno
Vassalo e Sarraceno
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Porque tu és branda e pura,
suave e delicada flor da vida minha,
que comedida, mas forte e segura
me ampara quando a dor avizinha.
*
E os teus braços, frágeis, se agigantam
em proteção e amor transparente,
já que tens a dádiva de ser a diva da paz
deste desaventurado que te aceita,
tal sedento em águas de vertente.
*
Vassalo e sarraceno caminhante indiscreto
levarei meu canto d'amor bem distante,
lá longe, bem além do mar e do deserto,
em trilhas e rastros; arrastos ou rastejo;
estasiado, seco e abatido;
serei, mesmo que eterno, errante
que sofre sem perder o movimento,
uma vez que te fiz na vida
a doce sibila do coração em entendimento
de calma, harmonia e cuidado;
visto que é amada e pretendida.
Porque tu és branda e pura,
suave e delicada flor da vida minha,
que comedida, mas forte e segura
me ampara quando a dor avizinha.
*
E os teus braços, frágeis, se agigantam
em proteção e amor transparente,
já que tens a dádiva de ser a diva da paz
deste desaventurado que te aceita,
tal sedento em águas de vertente.
*
Vassalo e sarraceno caminhante indiscreto
levarei meu canto d'amor bem distante,
lá longe, bem além do mar e do deserto,
em trilhas e rastros; arrastos ou rastejo;
estasiado, seco e abatido;
serei, mesmo que eterno, errante
que sofre sem perder o movimento,
uma vez que te fiz na vida
a doce sibila do coração em entendimento
de calma, harmonia e cuidado;
visto que é amada e pretendida.
*
O Silêncio Dos Que Calaram
O Silêncio Dos Que Calaram
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Pesa hoje o silêncio dos que calaram e partiram,
os homens bons que partiram simplesmente calaram,
me alucina cada pedra que fica no meio do caminho,
erram os que pensam que todos os homens são bons,
posto que de herança maldita fica esta corja
que grita desafiadora querendo o caos.
Pesa hoje o silêncio dos que calaram e partiram,
os homens bons que partiram simplesmente calaram,
me alucina cada pedra que fica no meio do caminho,
erram os que pensam que todos os homens são bons,
posto que de herança maldita fica esta corja
que grita desafiadora querendo o caos.
*
Partiram os homens que calaram,
por terem calados não eram tão bons assim.
Partiram os homens que calaram,
por terem calados não eram tão bons assim.
*
Os maus se fazem sempre presentes.
Os maus se fazem sempre presentes.
*
Ah, estes homens maus que nunca se ausentam.
Ah, estes homens maus que nunca se ausentam.
*
Porque calaram os que partiram?
Porque calaram os que partiram?
*
Porque ser herdeiros desta dor nos ouvidos?
Porque ser herdeiros desta dor nos ouvidos?
*
E a corja?
E a corja?
*
Ah, esta ficará ai, gritando e desafiando.
Ah, esta ficará ai, gritando e desafiando.
*
E nós seguiremos nesta eterna disputa.
E nós seguiremos nesta eterna disputa.
*
Calarão os homens maus, ou será o nosso fim?
Calarão os homens maus, ou será o nosso fim?
*
O Passado
O Passado
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Aos que, em meados da vida,
c'os passos perdidos em outrora da mente
remam, de poente à poente,
em busca de tudo e encontram...nada,
posto que o passado morreu e o que resta
é deserto vivido, perdido e sofrido,
que não mais interessa; pois o certo
é a divida com o futuro incerto
que temos em nossa consciência.
Aos que, em meados da vida,
c'os passos perdidos em outrora da mente
remam, de poente à poente,
em busca de tudo e encontram...nada,
posto que o passado morreu e o que resta
é deserto vivido, perdido e sofrido,
que não mais interessa; pois o certo
é a divida com o futuro incerto
que temos em nossa consciência.
*
quarta-feira, 27 de março de 2019
Ela é poesia
Ela é poesia
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
She is such a rose
it is not defined, it is appreciated.
His eyes, unspoken,
reflect your soul
pure and transparent.
She is beautiful.
She is poetry ...
Ela é uma rosa
não é definida, é apreciada.
Seus olhos, tácitos
refletem a sua alma
pura e transparente.
Ela é bonita.
Ela é poesia ...
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
She is such a rose
it is not defined, it is appreciated.
His eyes, unspoken,
reflect your soul
pure and transparent.
She is beautiful.
She is poetry ...
Ela é uma rosa
não é definida, é apreciada.
Seus olhos, tácitos
refletem a sua alma
pura e transparente.
Ela é bonita.
Ela é poesia ...
quarta-feira, 20 de março de 2019
Inicio de Outono
Inicio de Outono
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Inicio de outono,
noite nubla e ar refrescante,
um silêncio n'alma, falta o sono.
Toque sutil ao mouro errante,
brotam palavras n'alma poeta,
como as flores em jardins ornados,
coloridas em néctar cálido e sem dor;
absorto e dono de tudo ou do nada,
risca, o lírico e tão vasto versejador,
os traços na folha amarelada
que constroem um poema d'amor.
-
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Inicio de outono,
noite nubla e ar refrescante,
um silêncio n'alma, falta o sono.
Toque sutil ao mouro errante,
brotam palavras n'alma poeta,
como as flores em jardins ornados,
coloridas em néctar cálido e sem dor;
absorto e dono de tudo ou do nada,
risca, o lírico e tão vasto versejador,
os traços na folha amarelada
que constroem um poema d'amor.
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Seleta
Seleta
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Seleta;
a ti os poetas recitaram liras
e ofertaram lírios
em belos dias,
e também em dias sombrios.
*
Dileta;
tu foste sempre a apreciada,
pelos bárbaros e também os sábios,
tens n'alma o alvo tão astucioso,
e és assim, sibilina e venerada.
*
Discreta;
tu rubra c'os olhares sedutores,
por saberes que são ardilosos,
fazem bem, mas trazem dissabores,
mesmo aqueles sigilosos.
*
Secreta;
és assim, tal mistica rosa em flor,
linda, elegante, viva e misteriosa;
uma deusa que sabe o que quer,
intensa, decidida, valente mulher.
*
Seleta;
tu és dileta
em doce paixão discreta
por seres a diva mais secreta.
Seleta;
a ti os poetas recitaram liras
e ofertaram lírios
em belos dias,
e também em dias sombrios.
*
Dileta;
tu foste sempre a apreciada,
pelos bárbaros e também os sábios,
tens n'alma o alvo tão astucioso,
e és assim, sibilina e venerada.
*
Discreta;
tu rubra c'os olhares sedutores,
por saberes que são ardilosos,
fazem bem, mas trazem dissabores,
mesmo aqueles sigilosos.
*
Secreta;
és assim, tal mistica rosa em flor,
linda, elegante, viva e misteriosa;
uma deusa que sabe o que quer,
intensa, decidida, valente mulher.
*
Seleta;
tu és dileta
em doce paixão discreta
por seres a diva mais secreta.
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