terça-feira, 21 de outubro de 2014

E nem são balas de festim

E nem são balas de festim
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Ajoelhado, o homem perde a dignidade,
holocausto sem fim,
humilhado.
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Não são balas de festim.
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Inocentes caídos,
enlameados e sujos de capim,
nem tiveram como se defender.
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Que te fez dono da vida, perverso?
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Maléfico, mensageiro da guerra,
vives sem viver,
esqueceste que existe o amor
e implantas o terror.
-
Não há trégua nesta guerra,                                       
guerra sem curva ou sem reta reta,
guerra total,
sem igual,
sem regras a vida fica banal.
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O mundo desanda em violência,
acabou-se toda e qualquer coerência.
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Adeus a inocência.
Guerra sem fim.
-
E nem são balas de festim.




domingo, 19 de outubro de 2014

Nem todas as pessoas são boas

Nem todas as pessoas são boas
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Nem todas as pessoas são boas,
pensem nas vicissitudes do ser humano.
Somos diferentes,
embora iguais como toda a gente.
É verdade, não me engano,
existem pessoas atoa.
Ente do contrário,
inigualável e ordinário.
Nem todos são puros,
esteja seguro,
percepção.
Existem aqueles impuros,
vivem em plena escuridão
escondidos em triste penumbra,
em esquinas fraca de luzes,
nos arrabaldes da falsidades,
plantam mentiras, escondem verdades.
Estes, na certa, carregam muitas cruzes,
egocêntricos
narcisistas do arauto maldito,
são condensados no mal escrito.
Nem todas as pessoas são boas
existem aquelas, atoa....

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Aos legionários e fariseus

Aos  legionários e fariseus
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Larguei de mão os legionários e os fariseus
não sou hipócrita, nem mercenário
nunca gostei de brincar de deus
ficarei, aqui, vendo a vista, do campanário.
Guerras e batalhas no bel teatro
operações em blindados.
Eu, calado,
revejo o mesmo quadro
se pintam o sete, apagam o quatro.
Pobre dos trêmulos gladiadores
lutam por deuses, ou por seus amores.
Ao povo em volta aglomerado
o circo, vinho e pão.
Por isto larguei de mão.



O lamento de uma mãe

O lamento de uma mãe
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
A mãe lamenta a perda do filho querido,
jaz, o moço, caído no asfalto molhado da rua, tão fria.
*
Fria a rua ou mais triste fria é a vida?
*
A mulher chora o futuro que não venho,
chora o dia que não existiu.
*
O filho, herói ou bandido, quiça só mais uma vitima,
de uma guerra sem fim.
*
Era, na sua mente, o que pra outro talvez nem fosse,
importante dizer que mesmo que fosse
seria, agora, um simples número na planilha,
negra como a noite escondida num véu.
*
Sua alma agora chora
no peito a dor lhe afligia
seu filho partia sem nada deixar aos seus,
nem mesmo um triste adeus.
*
A mãe poderia até maldizer aos céus,
gritar de dor pela  profana injustiça,
levantaria bandeira branca de trégua.
*
A sociedade estaria a seu lado,
mas do outro lado a cobiça
de irmão que mata irmão
em uma guerra impia e sem regra,
que disputa a dor da permanência
na terra úmida de carmim corado,
vermelho enrubescido
pela dor das almas que partem
em triste sina desconhecida.
*
A mãe chorava a perda do filho querido;
a sociedade a perda de mais uma vida.
*


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Poema a mulher amada

Poema a mulher amada
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Linda, mulher tens o meu carinho enternecido,
o universo e infinito carregas no olhar
sublime e tão lindo encanto, sutil, 
inflamas, como labaredas ardentes
sem malícia; tu és o meu salvamanto,
tão forte e doce a minha paixão.
*
Eu gostaria de viver só no teu mundo 
e levar ao teu coração a paz e a harmonia
e não só hoje, levar todos os dias.
*
Inceso e positiva energia,
tens em si a essência de uma rosa em ternua;
como pode existir tanta doçura
em um só coração?
*


A garoa e o homem

A garoa  e o homem
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Garoa que cai devagarinho 
tranquila e serena,
parece deduzir que o homem quer relaxar.

Adivinha,
a suave chuvinha,
adivinha e tem pena,
com o seu jeito tão amena,
procura o homem acalmar.

Já foi tempestade em noite escura
indolente na luz de estrelas
hoje pícaro triste e dolente.

O homem ou a garoa,
quem de fato é mais convincente?

O homem foi forte e intenso,
é , agora, frágil sem luz,
a garoa desce e seduz.

O homem, cansado, precisa descansar.

Decidir é tão difícil

Decidir é tão difícil
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento 
Um decisão as vezes é tão difícil
A gente vê a vida passar
Enrustido em quatro paredes, indócil,
Acostumado com o nada
É tudo tão fácil
Viver, e se enganar
Vida de quem vive sofrido
Fingindo ser feliz e não ser
Até que se decide
Olho a luz que entra na janela
Iluminando a sala, tão triste cela,
Tomo um ar
Até acostumar
Desligo a internet, solidão
Foi duro
Mas é a decisão.
Viver a vida

Derrubar um muro

Ser pai

  Ser pai * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Ser pai é um presente de Deus; pois o Criador nos colocou na terra ...