segunda-feira, 17 de março de 2014

A rosa



A Rosa

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Aquela rosa exalava uma essência tão cherosa

e era só uma rosa naquele jardim,

não existiam outras flores,

talvez por falta de cuidado.

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Ao mundo a rosa exalava uma fragrância amorosa,

em um ritmo sossegado, suave compasso.

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Da janela eu observava a doce e serena flor,

exemplo do mais puro amor,

que a todos contemplava.

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Subitamente um viajante do mundo

arranca, sem dó, a flor do seu haste,

levando embora em um segundo

aquela flor tão formosa.

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Ficou apenas uma planta mutilada,

triste tom cinza, um contraste,

que eu, surpreso, não pude defender.

*

17/03/2014




Síndrome do ninho vazio

Síndrome do ninho vazio

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Então você, acomodado no sofá da sala,
sente o vazio de não ter com quem dividir a TV,
a mulher arruma o quarto e capricha,
na cama o lençol espicha,
o guarda roupas bem cuidado
até parece que fala;
"porque as crianças devem crescer?"

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O almoço sairá na hora,
ninguém vai reclamar das verduras,
ninguém vai chorar naquela hora,
não tem belisco na salada
nem dedinhos no bolo de cobertura.

*
Depois do almoço um sono reparador,
sem preocupações com o horário da escola.

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Na rua as crianças jogam bola,
o barulho não deixa você dormir descansado,
a mulher, agora, costura um avental de assador.

*
Você levanta,
olha o serviço e reclama,
a resposta é um sorriso maroto
um beijo no rosto,
um beijo de quem ama.

*
A noite, na varanda,
em meio a uma conversa
e brincadeira amena,
a espera do telefonema.

*




Três deusas

Três deusas
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Se a formosa Hera,
da Antiga Grécia, deusa do casamento,
era, de fato,
mais bela e carinhosa que Afrodite,
do amor, sensual e beleza
não há na Ilíada,
qualquer julgamento.
Afrodite
era, entre as deusas, 
uma da mais belas
e Hera
entre as deusas, era tão bonita,
como comparar?
Assim, como as deusas formosas
que Homero, poeta, não soube precisar,
qual, de fato, era a mais bela;
a carinhosa Afrodite?
Ou a ciumenta Hera? 
Iguais são os seus olhos, preciosa;
eu, poeta de escassos talento,
tento
e não consigo expressar.
Teus olhos vertem um brilho licencioso
e trazem uma luz de fogo e paixão,
mas, misteriosos,
penetram lá dentro d'alma com um suave canto
que leva encanto ao coração.
Triste destino de Homero,
hábil poeta, perdido em uma história de duas deusas.
Pobre de mim, poeta sem cromo,
mesmo que seja sincero,
tenho os teus olhos,
mas é só ilusão.

Na revolução a degola

Na revolução a degola
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
O velho xirú olhava o fogo no chã,
era bueno o estar matutando consigo;
solidão.
Mate amargo,
lembranças do passado.
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De repente o guri se aprochega de mansinho
"-Vô, vem que a boia está no bidê..."
Um olhar de índio macho desfigura o velhinho
"-Cadê o piquete Xerengue?"
"-Vô, não consigo entender..."
 "-Xerengue, bagual e valente,
nem precisa entender,
só degola..."
Foi esta a resposta do velho Coronel Firmino.
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Logo o velho se transporta
para as banda do Rio Negro,
Não viu, mas lhe contaram,
no chão tanta gente morta
e mais gente no aramado
esperando ser degolado.
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Triste cena de revolução
gente bagual atada com açoiteira
desfiadas em tiras,
são presas
a espera do adaga no pescoço.
"- Degola homem, degola Adão."
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São dois mestres na degola,
dos Pica Pau o milico xerengue
das Maragato o preto Adão.
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A degola é arte triste
Mas entenda-se, o gaúcho
homem acostuma do a não ter luxo
tinha pela faca uma admiração.
No chinaredo disputava os favores da china
nas parelha do trunco ou cancha reta enfrentava o ladrão
era assim chamado que tenta lograr
o bagual que não aceitava não.
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Botas manchadas de sangue até a canela,
o carrasco que a todos observava,
O sangue manchava a camisa de manga arregaçada.
Soldados com olhares arregalados,
(dor que desespera)
"há de forte soldado"
pensava consigo o clarim
que deu o toque que pôs um fim
a resistência dos contedores.
Agora, a espera,
triste espera das dores.
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O jovem ao ser degolado
foi jogado no rio jogado.
Até tem quem ouça um lamento
de clarim
tocado em forma de gemido,
desapontamento
por ter a ordem obedecido.
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O último era o bravo Pedroso
Coronel valente e valoroso.
Mas todo o homem cuera
sendo valente e destemido
tem sempre um inimigo.
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Este não tinha um só
tinha muitos, e ali tinha o Adão
pronto pra, sem dó,
lhe passar o facão.
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Quando estiveres no perigo
fite nos olhos, de frente
e enfrente
o inimigo.
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"Quanto vale a vida de um homem valente e de bem?"
Dizem, perguntou Pedroso
mas, afirmar, como, se não existiam mais os seus homens?
"Valente poder ser. De bem, não sei não. A tua não vale nada, pois está no fio da minha faca."
Agora, no fim derradeiro, que homem mostra sua valentia
virou o pescoço á serventia...
"Degola, negro filha da puta."
Se verdade ou não,
só quem viu pode afirmar,
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E o velho Firmino, porque sofria
agora, no fim da vida?
Sofria, pois se Maragatos mataram em Rio Negro
em Boi Preto
ele, algoz fez também a mesma covardia.
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Foram quase trezentos degolados
pobres soldados.
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Um homem para entrar na história
deve ter algum valor.
Vingança é, também, escória,
feita de sangue e dor.

Obs: Baseado em fatos supostamente reais, acontecidos na Revolução Federalista ou Revolução da Degola. Rio Negro e Boi Preto foram marcados pela covardia da degola de prisioneiros indefesos.

Decisão

Decisão

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Fechou a porta da casa

como quem fecha a porta do mundo,

machucou sonhos, perdeu asas

atrapalhou-se na vida

de tão longas que são as estradas.

*

Por um segundo

compadeceu-se da própria dor,

já não era a mesma pessoa,

ressentida,

já não tinha mais aquela busca segura,

faltava-lhe até o ardor que dá o alento

a quem procura

um amor feito em ternura.

*

O desespero correu nos seus olhos,

é tão fria uma lágrima rolando no rosto,

vira queimadura que arde n’alma

e corre em forma de desgosto.

*

Pensou na vida com pânico,

que assusta de súbito e traz temor

*

Não tinha mais nenhuma ilusão.

*

Estava tudo perdido.

*

A sogra incomodava gritando na varanda,

não tinha homem, não tinha marido...

*

Aquilo que tinha não era nada, não...

*

Os filhos, criados, estavam no mundo.

*

Sorriu no próprio desalento

de um recomeço tão amargo.

*

Não há quem não tenha sentimento.

*

O homem forungava no pátio dos fundos,

tentava da vida se esconder,

a sogra ligou bem alto a TV,

procurando a todos endoidecer.

*

Não era crível tanta loucura,

irracional aquela disputa.

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No quarto uma alma a estremecer.

*

Ninguém percebeu quando o portão do mundo se abriu:

“com licença, eu vou a luta,

mereço mudar o meu viver”.

*

Fechou o portão e...saiu.

22/02/2014



O Amor de Deus

O amor de Deus

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Quando Deus criou o universo e, depois, o interior de todos os seres viventes,

transformou o amor como o mais elevado e sublime dos sentimentos

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Pilar fundamental na construção do infinito e do eterno, diretriz do Mestre

e exemplo do Seu Poder descomunal; o amor foi a grande geradora da energia,

a energia que fortificou a vida para toda Criação.

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O Criador, Pai da Humanidade, foi o primeiro a aprender a amar,

e com amor fez a sua obra, produto fecundo da sua criação.

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Depois os seres viventes, impregnados deste sentimento sublime,

aprenderam a viver e amar aqueles que lhe eram comuns,

dentro de si e nas suas espécies, eles amaram e amam com fraternidade,

um tipo de amor que ultrapassa o apego mais comum e se transforma em um todo.

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E o homem, criado a imagem do seu criador, chegou a maioridade,

sabendo que o maior de todos os sentimentos é o amor que vive,

e vive em forma de afeição, carinho, estima e amizade,

pois por força da criação, foi o primeiro gesto afinidade,

presente no criador.

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O amor não leva em conta o ciume, desapego, ódio ou a traição;

vive o amor na sua verdade,

afastado de todo o tipo de maldade.

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Entã; acima de tudo o amor,

o primeiro sentimento na criação.

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18/02/2014


O lar e a família

O lar e a família
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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O lar é o refúgio de todos, proteção,
é lá que o ser enconta mimos, carinhos
ensinamentos, exemplos e proteção.
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No lar ninguém está sozinho,
existe sempre o amparo e a mão amiga,
na tristeza ou na alegria
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O lar é feito de união, paz e amor,
embora, as vezes, alguém baixe o barraco,
confusão,
mas como estão todos no mesmo barco,
fica tudo em paz na família.
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A família é prole, laços de um mesmo sangue,
ou, talvez, seres que se entendem.
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Sagrado é a volta ao lar,
o abraço da família ao fim do dia,
pode ser em uma mansão
ou em um quartinho;
é uma alegria ao coração.
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Até os pássaros voam tão alto e longe,
mas acabam retornando ao próprio ninho.
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Meine liebe kleine goldene Fee ou Minha querida e pequena fadinha dourada.

  Meine liebe kleine goldene Fee ou Minha querida e pequena fadinha dourada. * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * ...