sexta-feira, 3 de outubro de 2025

A luz que busca novos amores

A luz que busca novos amores

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Os seus olhos são promessas de um amor sem fim,

não há como medir o ontem, o hoje e o amanhã,

resta a mim ficar aqui, lendo no divã

sobre donzelas e cavalheiros andantes,

poemas inigualáveis de épocas,

escritos em folhetins,

contando estórias de jovens amantes,

estórias que não existiram jamais.

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O agora não é como poderia ter sido antes,

o meu corpo, esfacelado pelo tempo,

ainda sente dores de longas caminhadas,

em estradas perdidas, errante.

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Impaciente,

eu teimo em não chegar ao fim da estrada,

o meu coração bate tão forte,

desafiador e indolente,

deseja, talvez, novas jornadas,

pobre membro rubro carmim,

logo conhecerá, quem sabe, a face da morte,

porém, ainda em caso de sorte,

nem assim outro amor encontrará.

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Pobre de mim.

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Mas os meus olhos olham um novo horizonte,

há vida em um outro norte,

não é o amor, é contentamento e sossego,

desejo d’alma recolhida em si,

quieta, mas ainda com vida.

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Ainda assim, em mil dores,

eu teimo em retornar às estradas passadas,

em busca, não dos antigos, de novos amores,

pois enquanto houver fulgor no cérebro

haverá força no corpo e pulso no coração,

luz, ainda que tênue, nos olhos

e o vigor de um novo empenho

e energia para a alma em um último esforço

buscar uma nova paixão.

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Enquanto existir a luz e o seu brilho esplendor,

haverá tempo para um novo amor.

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(Poema publicado pela 1° vez em 04/março/2014)

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A volta

A volta

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Tu

tens só

na alma

a grande dor

de um falso amor

que se foi, ficou só,

coração em mil dores,

pede piedade e reclama.

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Ingrato, não lembra que passou

uma vida desdenhando de um amor.

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Agora é tu quem paga em dor

a divida que certa vez fez com o destino.

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Não podes pensar que todos te aprovam,

o mundo é redondo, fique tranquilo.

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Deus, lá de cima, julga a todos, é justo e viu,

o que fizeste não teve perdão, pois a dor

que fez um outro sentir, sentes agora.

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É triste, bem sei, o Destino te é desolador,

todavia Deu



s existe e tudo vê.

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O Destino, agora, teima em escrever:

“quem faz o coração de outro sofrer

leva consigo a certeza de um ônus em dor,

não há como se esconder.”

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(poema publicado pela 1° vez em 11 de março de 2014)

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Um amigo

Um amigo

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Um amigo nem o tempo ou a distância separa

E quem tem um amigo tem um irmão de alma.

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Um amigo diz a verdade na cara

Sem deixar de apoiar em todo o momento.

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Um amigo não julga ninguém,

Pois este amigo está preocupado com alguém.

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Um amigo estende a mão e ampara,

Fala tranquilo, ou severo, e escora,

Abraça e beija fraterno.

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Um amigo não tem maldade,

Tem bondade.

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Um amigo está sempre presente,

Mesmo estando ausente,

Pois está no coração de quem sente.

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O amigo não se deixa enganar.

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O amigo conhece o disfarce,

até sorri ao ver o outro confuso;

- “não foi nada, está tudo bem”.

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O amigo abraça carinhoso e diz;

- “tá certo, pode chorar,

A gente pensa depois”.

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O amigo pode xingar,

Rir

Ou mesmo debochar.

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O importante é o carinho amigo,

Compreensão,

Companherismo.

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O amigo é um irmão d’alma.

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(poema publicado a 1° vez em 21/novembro/2025)

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Os seus sonhos

Os seus sonhos

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Eu gostaria de sonhar os seus sonhos,

Entrar na sua mente,

Sentir o que você sente,

Ser um pouco de você

E, quando você sonhar com a utopia,

Eu estarei ao seu lado, eterno apaixonado.

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Mas, em triste agonia,

Aqui, distante dos seus olhos,

Aquieto em mim,

Os seus sonhos não me dizem respeito,

E eu sigo o meu caminho,

Bem longe dos seus sonhos.

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Ah...eu gostaria de sonhar os seus sonhos.

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(poema publicado pela 1° vez em 02/novembro/2013)

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Poema ao teu amar

Poema ao teu olhar

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Os teus olhos são doces,

Doce e suave amor que aprofunda n’alma da gente.

Perdoe, eu não sou aquele que tu esperas,

Eu guardo comigo uma áurea reprimida,

Sem cura.

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A minha alma ti vê como uma amiga sincera e verdadeira,

O meu âmago faltoso e interesseiro

Te deseja libertino e salaz,

Em faces pecaminosa, viva e faceira

Em nascente d’um rio em intensa paixão.

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Quero-te em sonhos de um mundo em utopia.

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Sonho desvarios ardentes,

Os teus beijos

Em excêntrica fantasia,

Acordo sem a lua cheia,

Com esta dor que incendeia

E longe do teu amar.

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(poema publicado a primeira vez em 21/agosto/2013)


 

Sorria nos piores momentos

Sorria nos piores momentos

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Nos piores momentos da vida sorria;

Sorria e pare para pensar,

Mas, acima de tudo,

Nunca pense em coisas insignificantes,

Ou que alguém poderia estar pior,

Simplesmente ame a vida,

Uma vez que nada é inferior do que pensar em desacertos.

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Sim, sorria nos piores momentos,

Pois a maneira mais prática de encontrar novos rumos

É tendo nos lábios um sorriso,

Esquecer os momentos difíceis

E levar no coração a esperança.

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(poema publicado a 1³ vez em 17/outubro/2013)

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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Retrato do Ser Humano

Retrato do Ser Humano

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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O mundo se dissipa em guerras sem fim,

trajetória extenuada e exaurida,

parece embuste sem logro, golpe de Caim,

que afoga, assusta e intimida.

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As flores murcharam em triste melancolia,

um pavio desacertado corre feroz e aceso,

cintilante e provocante, em dor e agonia;

o povo surpreso só olha indefeso.

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Em cada tópico no papel uma artimanha,

mosquetes e adagas citilam toscos e divergentes,

a pólvora ardida e mal cheirosa não se acanha,

o povo sofrido chora uma dor que só ele sente.

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O caminho incendiado é esquisito e ardente,

diferente do que um dia foi em visto e contentamento,

o pobre auferido é troféu de um rude dirigente,

chora em uma aresta, minguado e sem acalento.

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E o mundo agiganta em tristes guerra sem fim

os refugiados correm tensos buscando proteção,

a terra arrasada e em conflito, sem um triste jardim,

retrata o ser humano, um homem que não tem coração.

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Ser pai

  Ser pai * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Ser pai é um presente de Deus; pois o Criador nos colocou na terra ...