sexta-feira, 21 de março de 2025

Triade do amor de vó - Carinho, cuidado e compromisso

Tríade do Amor de Vó

Carinho, cuidado e compromisso

Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

Elegia número 1

Carinho é afeição, aconchego e delicadeza,

no cuidado ter uma palavra em ternura,

sem descuidar do compromisso

em zelar com esforço e dedicação

a todo o momento e com doçura

amainando a vida com a sua presteza,

por inteiro e com o coração. 

       

      Dedicado a amiga Célia Peckal Palisser,

que, zelosa pelos netos, encomendou 

os modestos versos deste *Poeta Sem Talento,

com a virtuosa intenção de oferecer aos 

seus queridos netos.


A Tríade do amor de vó é um ode ou poema para o coração de vó está dividida em cinco elegias e é oferecida pela avó Célia a sua filha Anne, ao seu genro Fábio e aos seus três netos queridos.


A Elegia número 1 e da Célia, a Elegia número 2 é para o Fábio e a Anne Priscila (pais das crianças), a Elegia número 3 é para o  Matteo, a Elegia número 4 é para o Lorenzo e a Elegia número 5 é para a Laura Helena.


Triabe do Amor de Vó

Elegia número 2

Fábio da Silva Valloto

Anne Priscila Penckal Palisser Valloto

Os pais dos netos da Célia

Os caminhos da vida são estradas complexas

as vias se abrem floridas ou não,

um novo aprendizado em cada aresta

o importante é o foco e a união,

cada filho é uma joia sublime e sagrada,

cada dia é a busca pela seguridade,

é tão lindo ver um lar pleno em felicidade.


A Tríade do Amor de Vó

Elegia número 3

Matteo, o primogênito, 12 anos

Neto da Célia

Garoto ainda assumiu o senso da realidade,

na escola mostra o seu potencial,

aprimorando o sentido e o equilíbrio,

requintando a sensatez e a capacidade,

ele é forte com um formidável rio,

vencendo osbstáculos em forma cabal,

forjando em si a virtude de se entender,

na certa o seu futuro é vencer.


Triade do Amor de Vó

Lorenzo, o filho do meio, 7 anos

Elegia número 4

Lorenzo, o filho do meio

Nos teus olhos brilha a inocência

de quem tem a virtude de ter a doce candura,

coração que traz consigo a ternura,

nos passos que inicia a longa jornada,

és amado pelos que te cercam em proteção,

levarás sempre contido a fluência

daqueles que te têm no coração.


Triade do Amor de Vó

Elegia número 5

Laura Helena, 3 meses, a caçula do lar

Neta da Célia

Laurinha um anjo em amor e candura,

Deus te guie no andar como aos teus irmãos,

no lar tens afeto, carinho e ternura,

as tuas estradas, pelos anjos lapidadas,

refina a vida em muitos corações,

és a primorosa e sublime, tal rosa celestial,

que Deus sempre te guie em estradas seguras.



Deus abençoe a Célia Peckal, a Anne Priscila, o Fábio, o Matteo, o Lorenzo e a Laura Helena e que os seus caminhos sejam sempre com vitórias e conquistas.

As fotos são da Célia Peckal




quinta-feira, 20 de março de 2025

Um fausto flautim

Um fausto flautim
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Hás de ser sempre para mim
tal um sonho em primavera gentil,
ou rosa que perfuma um jardim,
saboreando a claridade em céu anil.
*
Hás de lembrar um fausto flautim,
que os males tirou de uma cidade,
mas, simples engano, o Hamelim,
atraiu ratos e crianças na maldade.
*
Na verdade a realidade é complicada
às vezes um sonho ou doce fantasia,
mas ah, se sabe, há várias invernadas.
*
Muitas vezes tateio no escuro a utopia,
disperso penso em ti, e te chamar amada,
mas, caio em mim e divago em uma poesia.
*


 

Cada um de nós

Cada um de nós
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Grandiosamente inicia-se o jogo da perdição,
ninguém está à salvo dos pesares e das dores,
cada um no seu quadro, cada um é um peão,
sem tempo para respirar, transpirando odores.
*
Estamos dividos em tabuleiro atroz,
pungente e tocante é a dor, mas eu não ligo,
se paro para pensar me pega o algoz.
Estou desalmado, com dor e sem abrigo.
*
Cada um de nós é peça de tabuleiro,
cada um de nós perdeu tudo, até o juízo,
cada um de nós arde em triste braseiro,
cada um de nós vai ter um prejuízo.
*
Mas estamos todos na mesma posição,
a cada de nós o destino marcou um linear,
eu posso pensar que o outro é meu irmão,
mas em volta está tão pesado o ar.
*
Eu até tenho medo do amanhã no meu futuro
o fado está perdido, trancado e não desencaixa;
ninguém realmente está livre e seguro;
no fim do jogo, cada um na sua caixa.
*


 

terça-feira, 18 de março de 2025

O tempo perdido (Poema à moda campeira)

O tempo perdido
(Poema à moda campeira)
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Eis que um dia,
andejante em estradas diversas que sou,
me deparei com o tempo disperso 
e ele matutava açorado e imerso,
com um tanto assim que não cabia
neste verso que a vida tatou.
*
Absorto e perdido, bagualito em abandono,
não sentia o vagar da doce brisa,
parecia, o tempo, em cinza de outono,
c'as folhas caindo e as pétalas perdidas
e o vento rajava em triste guisa,
a modo de sentir-se fraco e vazio,
descambado num rio.
*
Em volta o quadro borralho mudado,
sem o verdor da mata nativa,
sem o frescor da vertente cristalina,
que um dia lhe amanou o seu fado,
as cores não mais pareciam vivas,
estavam borrados no quadro que não afina.
*
E eu olhei o tempo se entregando perdido,
solito na beira daquele abismo de marasmo,
me doeu profundo n'alma compassiva,
ao ver aquele que um dia, moleque aguerrido,
ufava os peitos cheio de entusiasmo.
*
O quadro era tão tão cinza e divergente,
que eu nem me apressei em tentar entender,
o tempo perdido faz um mal pra gente.
*
Então, eu sai de fininho  e fui o mundo correr.
*


domingo, 16 de março de 2025

Não importa o que acontecer

Não importa o que acontecer
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Este poema é seu
não importa o que acontecer 
leia sempre este poema,
ele foi feito para você,
leia o poema e pense em mim
a minha alma vai estar presente
não importa o que acontecer,
este poema foi escrito para você.
*
A minha essência é energia,
no ar há um perfume de jasmim,
este poema é doce e consciente,
este poema foi feito para você.
*
Na vida os caminhos são complexos,
este poema é o nosso jeito,
o meu amor nem mesmo tem nexo,
este poema foi feito para você,
muito embora sem mesmo ter direito.
*
Este poema é seu,
não importa o que acontecer,
leia sempre este poema
ele foi feito para você.
*
A lua brilhando no infinito
viu nascer este poema,
este poema para você
um poema triste, 
de um amor que sofre e resiste
não importa o que acontecer.
*
Eu fecho os olhos em ilusão
escrevo este poema para você,
não importa o que acontecer,
este poema foi escrito para você.
*


Um pouco de que sou ou fui um dia

Um pouco do que sou ou fui um dia
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Vivente puxa um banco e escute a minha prosa,
não sou gaúcho verde e nem tão pouco letrado,
me a avexo querer-me comparar a uma rosa, 
posto que rude, sou dado a cultuar a verdade.
*
Eu nasci lá nas banda da Conceição,
piazito ainda, com a família mudei de residência;
calma, gaudério atravessado, eu não sai da querência,
me fui largado lá pras banda do paredão.
*
Me criei solto a lá cria livre e danada,
jogando bola no campinho e desbranvando o Morro da Polícia,
mui largo e tenebroso o Morro da Embratel,
piazito livre e arteiro com as roupas molhada
em banhos na sanga, mas pertinho do céu,
eu deixava no canto um bloco de poesia.
*
Valente ainda hoje, do perigo eu não corro,
mas não me aparelho pra briga, sou homem de paz,
não sou galo de rinha e nem sou frango
não procuro o alarido em surto de animal,
o bicho homem é matreiro e ataca por traz,
melhor ter um amigo do lado no fandango,
do que viver atracado se dizendo bagual.
*
Na vida eu tive um cusco amigo e companheiro,
o Lupy era a minha cara em doce amizade,
andejeava comigo pra todo o lado que eu ia,
robusto e sádio, respirava a liberdade.
Um dia ele partiu para a Querência Celestial
e, aquele cão amigo, levou um pouco de mim.
*
Voltando ao tempos passado lá nos idos,
quando menino e solto das patas, giro e solito,
conheci amores e dissabores muitos sortidos.
*
Coração arfado e balanceado, jamais perdi o ritmo,
fui um gaudério metido a besta e galanteador,
versava a vida ao som da minha poesia,
naquela tempo o bloco não vivia de algoritmo,
mesmo assim me avexei e criei umas cobras venenosas,
alguns que liam a poesia e logo viam a censurar,
mas, "oigalê", elas urravam a toa barbaridade,
no versar eu sempre fui pleno na liberdade.
*
No dito eu falei mais um poquito,
falei nesta tosca e tão rude poesia
para poder deixar nestes meus escritos
um pouco daquilo que sou ou eu fui um dia.
*


sexta-feira, 14 de março de 2025

Um flash do teu olhar felino

Um flash do teu olhar felino
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Na imensidão dos teus olhos sibilinos
eu descobri as cores de uma nova fantasia,
os teus olhos são meigos, doces e femininos
e trazem à alma da gente a quimera e poesia.
*
No teu talhe elegante, em belo figurino,
o glamour de musa no pedestal da mitologia,
em estampa com lírios dourados e um hino
sensibilizando com uma suave sintonia.
*
E tu, mulher-do-olhar em amorosa magia,
é a mais preciosa rosa que há no paraíso,
posto que, formosa, és suave em poesia.
*
E, eu, poeta encantado no teu sorriso,
brinco serenamente c'as letas em harmonia,
buscando, quiçá, um flash do teu felino.
*


Meine liebe kleine goldene Fee ou Minha querida e pequena fadinha dourada.

  Meine liebe kleine goldene Fee ou Minha querida e pequena fadinha dourada. * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * ...