terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Os Meus Versos Em Lírios Dourados

Os Meus Versos Em Lírios Dourados

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Em cada verso versado no poema uma rosa d’amor,

amor que vence distâncias rompe barreiras

e esvoaça em direção ao infinito misterioso,

buscando a felicidade sonhada ou a ingrata fantasia.

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Ora, és tudo que eu queria pra mim, e não és.

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És como a ave que voa em um paraíso, faceira,

longe das maleficiências mundanas e vazias,

e eu, um ser carnal e profano, vaso em vento poroso,

um substrato de dias em dores e sem o anjo da fé.

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Tu és o poema que tinjo no bloco amarelado,

e eu, poeta faltoso, esmiúço c’as tintas da espera,

longe da realidade, perto de turvas quimeras.

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Eu, que pouco ligo aos caos que tenho  pela frente,

sigo versando consciente o meu verso em lírios dourados.

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sábado, 13 de janeiro de 2024

Feliz Aniversário, Rosa Maria

Feliz Aniversário, Rosa Maria

(Acróstico)

Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o *Poeta Sem Talento!

Rosa és extrato do próprio nome,

Otimista, delicada, bela e inteligente,

Sabes o certo em firme ditame.

Amiga sempre presente!

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Mater – Maria início da Criação  Divina

Ante as adversidades és forte,

Rainha e dama com o coração de menina

Inigualável em essência e sapiência

A ti este poeta deseja-te boa sorte.


 

A sublimidade do teu olhar

A sublimidade do teu olhar

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Vou exaltar a sublimidade do teu olhar felino,

posto que espelhas o que trazes na alma singela;

ternura, delicadeza, sensibilidade e carisma.

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A ti eu tiro o chapéu, dobro os joelhos e inclino,

dama da brisa que serena a alma; és bela,

e tens uma graciosidade que desvanece e abisma.

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O cosmo é infinito em grandiosidade e enigmas,

mas, na terra, o teu olhar eu não consigo definir,

uma vez que, deidade, o teu olhar fascina,

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O teu olhar ilumina e cativa a alma tal a lua,

astro celeste que ornamentando um céu de verão,

ou tal cachoeira de rio que em uma encosta inclina.

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Assim o poeta surge, se inclina e te define;

“tu és natural na soberania de teu atraente olhar”.

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Na vastidão de idos tempos outrora percorridos,

eu encontrei pulhas arrogantes e desfalecidos,

por fora eram garbosos, por dentro amolecidos.

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Apreendi nestes tristes e mofos descaminhos,

o valor de amainar o coração em ternura,

por isto, dama do olhar meigo em candura,

eu levarei sempre comigo este tão doce olhar;

um olhar que mudou o mundo deste que aprendeu a admirar.

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terça-feira, 9 de janeiro de 2024

A Dulcificada em um pedestal da mitologia

A Dulcificada em um pedestal da mitologia

Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o *Poeta Sem Talento

Deixarei fluir os pensamentos,

e, em um esvoaço repentino,

talvez eu encontre aquele momento

aonde o fado encontra o seu destino.

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Terei claro sentimento em ternura,

e iluminarei com meigos este mundo,

que, envolto em mil disputas,

caminha serenamente tão rente à sepultura,

sem amor, infringente e sem candura,

coberto em uma mortalha tão vil,

pigmentado de dor e solidão,

sem o perfume das rosa e sem um céu anil.

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Não se engane com os versos de um poeta,

o bardo tudo pode em uma folha de papel,

pode viajar aos infinitos buscando o Sétimo Céu,

ou pode, simplesmente, eleger uma dulcificada

para adorná-la com lírios em um pedestal da mitologia,

e no pedestal haveriam frases versados com tinta dourada,

transmutando todo o vil e liberando uma poesia.

*

Deixarei fluir os meus pensamentos

em busca dos fados, do ventos e de uma poesia.

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Não há Poeta Rei, nem Bardo Limitado

Não há Poeta Rei, nem Bardo Limitado

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Hás de saber que existem poetas sombrios,

aqueles em vagos, tristes e reservados,

que, desiludidos, tecem os seus versos frios,

compactos em dores, variantes e avoados.

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De outra forma há os c’os versos macios,

que adoçam o paladar em um meigo bocado,

ou perfumam o ambiente com rosas e lírios;

estes ornamentam em versos dulcificados.

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Os poetas, homens e mulheres, marcados

levam todos os sofrimentos do mundo,

uma vez que produzem usando o coração.

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Não há Poeta Rei, nem Bardo Limitado;

existe, sim, aquele de um sentir profundo

cujos os versos abalam a alma de um irmão.

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Um parvo sem inspiração

Um parvo sem inspiração

Autor: Luiz Aberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

O poeta caiu em si ao buscar a sua fantasia,

abalou-se na sua própria estrutura,

fechou o bloco amarelo sem a poesia

e, nervoso como peixe fora d’água,

oscilou perdido em vasta noite escura.

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No céu a lua observava atentamente

aquele querido sonhador em doce candura,

tenso e com dores n’alma o vate sofria

perdido em si, acabrunhado e sem poesia.

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Clara noite na rua e a lua tudo observava,

no coração poeta a mais triste dor ardia,

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Hás de entender, douto da esfinge onisciente,

que as lamurias são chagas no coração,

toca e arde no fundo d’alma perdida

e o bardo aquiesce os sonhos e as quimeras,

mas, agora perdido, um parvo sem inspiração.


 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

O sonho de um poeta

O sonho de um poeta

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Sonhei um dia com a conjuntura dos versos,

não era orgulho, sequer era vaidade;

era o contentamento intimo da procura

de uma busca insegura por um universo,

uma marca na vida forjando a minha verdade.

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Tornei-me poeta e conto as coisas da vida,

e, muitas vezes, canto um hino ao amor.

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O palco da existência é a linha do destino,

eu procuro manter a essência no puro e cristalino.

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Não vale a pena voltar-se para coisas perdidas,

a sorte é o fado da brisa e da casualidade,

às vezes se perde para melhorar-se de vida,

não é truque, é uma plena verdade.

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Na realidade o homem não vive só do pão,

por isto é preciso fluir em brumas incertas,

buscar um universo no vasto desconhecido,

procurar sonhos e vida em ruas desertas,

tecer um fio de seda ou nascer em uma poesia.

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Não me importo com os eruditos do mal e da censura.

foi isto que eu aprendi lá atrás, em tempos idos.

aprendi que em versos toscos, mas com a mão segura,

consigo manter os meus poemas firmes e fluidos.

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Canto um hino d’amor sem nenhum remorso,

pois a ciência de si, do poeta, é como uma oração,

e se o mundo eu não consigo mudar, eu posso

ao menos suavizar um dileto coração.  

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