domingo, 19 de fevereiro de 2023

O Tempo não mata o amor

O Tempo não mata o amor

Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

Diante dos fatos e das evidências,

umas poucas palavras, bastantes significativas,

e muitas esclarecedoras,

vou afirmar com certeza definitiva,

o Tempo não mata o amor,

porém torpedeia a alma na sua essência,

castigo em chamas traidoras,

que dilaceram aquele coração sofredor.

Na sua justiça, e jurisprudência,

o Tempo contamina a vertente da vida,

tange forte n’alma e no coração,

mas não mata o amor,

mesmo quando lança uma sorte definida.

O Tempo abala as pessoas no fundo d’alma,

faz sofrer e, até, faz chorar,

porém quem ama não deixa de amar.

Brigar com o Tempo é briga perdida,

posto que o razoável é seguir adiante;

neste mundo somos só viajantes.


 

Os teus olhos guardam segredos

Os teus olhos guardam segredos

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Misteriosos. 

Os teus olhos guardam segredos.

Intensa na mais profunda projeção d’amor,

tu trazes ao mundo a magia de um amar sem medo

e a transparência de seres como és; uma flor.

*

Enigmática. 

Muitas vezes me perdi no brilho do teu olhar,

e outras vezes, ao me ver perdido, busquei no teu olhar

um toque divino que brindasse a inspiração,

e este teu lindo olhar, em tão cândida magia,

trouxe aos meus versos a alegria em uma nova poesia.

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Sibilina. 

Não és fruto quimérico da minha mente em busca da beldade d’amor,

és de verdade, em corpo e alma, uma mulher doce e singular,

em graça exótica, diferente de outras flores,

mulher em flor que desabrocha ao raiar de cada dia,

deidade da vida, sem maldade, és doce, és poesia.

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Guardo em mim a angústia dos instantes

Guardo em mim a angústia dos instantes
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Guardo em mim a angústia dos instantes
e a inquietude de quem sofre em amargura
a dor d’alma que povoa a essência em clausura;
sibilinos são os meus versos. Poemas ou diamantes?
*
O agora está findando, mas é preciso ir adiante;
“ - O amanhã pode não chegar, mas é o objeto da procura,
faça hoje, faça agora, mesmo com a alma insegura”;
disse, no passado, um Templário crente e andante.
*
E tu bens sabes que do poeta és a primazia
E os mil versos versados na dor desta longa espera
são como retrato em moldura de uma agonia.
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Envolvente; és sonho devasso ou meiga quimera?
Extrato do verso em olhar de cândida magia,
beldade d’amor em límpida alma sincera.
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sábado, 18 de fevereiro de 2023

O Tempo não é amigo de ninguém

O Tempo não é amigo de ninguém
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Confiar no tempo é um andar perdido no espaço
Tendo como referência uma bússola somente,
Buscando no lado de cá o lado de lá, em outro aquém.
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O Tempo não é amigo de ninguém,
Faça no hoje o marcar do dia de acordo com o passo,
Pois amanhã pode nem haver um novo nascente,
É uma triste analogia que dita bem.
*
Olharei nos teus olhos, delicada flor em utopia,
E, suavemente, falarei da minha poesia.
*
E tu és a diva nascida em melodias e nas dores,
Que faz de mim um vassalo em liras cantantes,
E hoje eu canto fados e aspiro aos teus amores.
*
Mulher do olhar em tão cândida e meiga magia,
Eu tenho na história um marco de lutas inglórias,
Sublinhado em tintas evidentes, mas não perdi a poesia
E nem risquei os malogros da minha memória.
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Eu vou sempre cobiçar um amor em límpida ternura,
Fazer dos meus poemas um manifesto de paz,
Evitar o vil, o insensato e o salaz,
E buscar nos teus olhos a plenitude de uma poesia
Rimada na simetria de uma fina ternura. 
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E um dia o Tempo passará, soberbo e indiferente,
ficarão somente estes pobres versos latentes,
E os versos mostrarão a dor da espera de um “de repente”,
Pois o Tempo sorri, caçoa, zomba e conspira,
Uma vez que o Tempo não é amigo de ninguém.
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

O Destino Já Está Escrito

O Destino Já Está Escrito
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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A História apresenta coincidências que transcendem a compreensão humana,
e é nas estrelas que o destino das almas é decidido, e, a sina, que é falsa, não engana;
nem o ocaso é parcimônia do acaso,
pois as cartas deram de si, e, no emaranhado, decidiram sem descaso.
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E os teus olhos sibilinos, em tácito olhar exótico,
surpreendem o cônscio da mente em lampejo rompante e hipnótico;
tens o mistério das beldades do pedestal da antiga mitologia,
o encontro do sagrado com o profano que te diviniza no mais doce sonho e em insegura utopia;
mulher de mil encantos e com este casto olhar em hermética magia,
és aquela que Apolo, o deus da luz, envolveu em lírios de uma suave poesia.
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E o imponderável é mera decisão do incerto que, de fato, está já escrito,
todavia é preciso percorrer esta estrada, mesmo com o coração aflito;
apreensivo com cada letra de um poema umedecido com o orvalho das dores,
seduzido por cada um dos versos escritos, pois, por ti, cantam os meus amores.
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Somos flores

Somos flores

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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Palavras que falham ao exprimir o pensamento,

assim como o pensar falha ao expressar a realidade,

e a realidade pensada não é a dita, mas a pesada,

ou medida;

pesada na realidade do que foi pensado;

aferida em cada fração das coisas existentes;

cimentando o dia e a vida

em palavras ditas ou não ditas;

uma vez que, na essência de cada instante,

o pouco que se diz vira dose bendita,

ou dose maldita,

no cálice que nutre a alma e o coração,

onde germina a veracidade,

ou, talvez, uma meia verdade,

mentira do que somos em nosso interior,

e, indivíduos pensantes,

somos gente que somados viramos humanidade,

mas, subtraídos, perdemos à própria humanidade.

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Não podemos virar partículas perdidas aos ventos esvoaçantes,

viajantes em dimensões paralelas ou abstratas,

com pensar imediato.

*

Humanos que somos,

fomos moldados à semelhança de Um Deus Vivente e Criador,

e compostos em suave flagrância d’amor,

embora, em um mundo rodeado em espinhos de dores,

nunca perderemos o tino em dissabores,

pois, somos flores.

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Nutrindo a alma em tão casta sedução

Nutrindo a alma em tão casta sedução
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Tu, mulher dona de si e determinada,
Quem deu os motivos a mais de mil poemas;
Em firmamento imponente és elevada,
Diva eterna em d’ouros e  diademas,
És aquela que ameiga a vida sem dilema.
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O teu olhar felino aos parcos encanta,
Os sábios zelam à tua imagem acurada,
Bela em elegância, que ao mouro seduz,
Mulher divina, doce e predestinada,
És para o poeta um castiçal de luz,
Ou o querubim misterioso que canta.
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Rosa das estrelas que brilha na noite calada,
Ilumina o céu, a terra e o meu coração,
Em herética poesia de ditos arcaicos,
No mosaico da vida em suave canção,
Nutrindo a alma em tão casta sedução.
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Meine liebe kleine goldene Fee ou Minha querida e pequena fadinha dourada.

  Meine liebe kleine goldene Fee ou Minha querida e pequena fadinha dourada. * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * ...