domingo, 19 de fevereiro de 2023

Guardo em mim a angústia dos instantes

Guardo em mim a angústia dos instantes
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Guardo em mim a angústia dos instantes
e a inquietude de quem sofre em amargura
a dor d’alma que povoa a essência em clausura;
sibilinos são os meus versos. Poemas ou diamantes?
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O agora está findando, mas é preciso ir adiante;
“ - O amanhã pode não chegar, mas é o objeto da procura,
faça hoje, faça agora, mesmo com a alma insegura”;
disse, no passado, um Templário crente e andante.
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E tu bens sabes que do poeta és a primazia
E os mil versos versados na dor desta longa espera
são como retrato em moldura de uma agonia.
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Envolvente; és sonho devasso ou meiga quimera?
Extrato do verso em olhar de cândida magia,
beldade d’amor em límpida alma sincera.
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