sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Poema da saudade; Serena Flor

Poema da saudade; Serena Flor
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Tu que transformas em doce
a noite calada, deserta e fria,
és parte do eu recôndito e vexado,
amargurado em triste poesia.
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Já foste diva celeste de sonata em caricia,
foste ainda formosa e bela flor-de-lis
ou fada sininho esvoaçando feliz.
*
Na madrugada cansado com a pena na mão,
a essência do sublime fluía no ar
em nota ornada de uma linda canção,
encanto em um jeito tão meigo d'amar.
*
No bloco amarelo um verso sibilino
composto em mestria e apurada perfeição;
eras a diva do olhar sincero e cristalino,
perfeita no amar; em ternura e paixão.
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Hoje és essência diluída no vento,
foste uma brisa d'amor;
partiste em hermética direção,
aqui saudade, tristeza e dor.
*


Eu Não Quero Elegias E Nem Os Lírios

Eu Não Quero Elegias E Nem Os Lírios
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Eu não quero elegias e nem os lírios
o bacamarte deixei de lado,
já estava enferrujado
e com orgulho ele nunca foi usado.
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Os lírios perfumam a vida,
a elegia é canto celeste e sagrado
atualmente está tudo bagunçado
e das sonatas as notas perdidas,
flutuam em desacertos com o cotidiano
absorvendo a essência que estava no ar.
*
Vivemos o tempo da vida,
tivemos muito tempo para amar,
passou faz mais de um ano,
levou tanta gente amada e querida.
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Eu não quero a elegia e nem os lírios;
acabrunhado e curtindo os desenganos.
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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

O Usurpador

O Usurpador
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Taleto
A minh'alma assiste, amargurada e triste,
estes dias que vão passando, temerosos,
crava forte no peito uma dor que persiste
em querer levar o cônscio ao tormento,
é fruto deste clima perverso e belicoso.
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Havia tranquilidade e paz no coração,
uma vez que era sombra e água vertente
e um gosto d'amor em tão bela canção,
todavia o amargo sinistro da madrugada,
usurpador do sossego e também da vida,
resolveu meter o dedo em uma frágil ferida,
terminando aqueles tempos de tranquilidade
levando almas queridas, deixando a dor e comoção.


 

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Amei o mar

Amei o mar
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Amei o mar em manhã de inverno,
quando na sua orla, solitário, eu andava,
alma tranquila, serena e quase nua
o mar agitado, bravio e sem nenhuma sereia,
e eu, absorto, não padecia os tormentos da vida.
*
Caminhava, caminhava...e amava o mar,
enquanto andava solitário na areia.
*
Um dia a minh'alma, tranquila e em paz,
quiçá faça o mesmo trajeto na praia,
andando como eu andava, na beirada.
*
Aqui, distante, na crise, e alma agoniada,
eu lembro que amei o mar 
enquanto tranquilo eu caminhava.
*
Não sei o que o destino me guarda
mas lembro daquela orladura;
o mar agitado e bravio, o vento cortante
e eu com o andar pujante;
encantado amava o mar.
*
Caminhava, caminhava 
tinha n'alma doce e candura
porque eu amei o mar.
*


Venceste

Venceste
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Vês? Venceste, diva d'olhar salaz,
és tu quem pauta o povir,
e nos teus quereres hás de ter o meu advir,
e eu seguirei velado e tácito,
tranquilo e na paz.
*
Encontrarei na agonia do escrito
uma palavra adjacente,
posto que ligado aos teus desejos estou,
como um rio ligado a nascente,
mesmo fluindo em consistente fulgor.
*
És para mim anjo vistoso e sedutor,
aquela diva, musa perfeita e bendita,
ornada em adereços e fluente em amor;
mas tu venceste, e ao parvo aquieta;
pobre poeta.
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Uma publicação minha no Twitter

 A poesia é uma arte que abraça diversos estilos e escolas. O poeta não é poeta por desejar ser poeta. A vida e a busca pessoal no apreender para si o fortuito e o ensinado faz de uma pessoa poeta ou poetisa.

É um aprendizado permanente, sem brecha para parar.

As escritas dos poetas são gerados por diversos fatores; o mítico, o épico ou o real. 

Então eu concluo que o que é místico, real ou quimérico pode ser o alvo dos versos dos poetas.

Concluo ainda que todo o ser humano tem em si um pouco de poesia; somos todos poetas.

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Amor, Bondade e Ternura

Amor, Bondade e Ternura
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Coração amável em ternura,
um dia lembrarás da minha poesia,
estandarte de libertação e não tortura,
uma vez que a alma abranda e acaricia.
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Eu sei, são divago aludidos e incertos,
todavia eloquentes em fácil diserto
os meus versos entoam do coração.
*
As vezes, rosa delicada do meu afeto,
me pego distraído em plena alusão;
és encanto, diva em meiga doçura;
encontrei nos teus olhos um pingo de ilusão.
*
E se o mundo em volta se digladia
em disputa insana que não leva a nada,
eu, parco poeta que só canto o meu amor,
me apiedo desta gente que curte o desamor.
*
A ti anotarei mil versos em poesias,
pois assim do mundo um pouco distrato.
*
Sei que fluindo em sonatas apaixonadas,
estarei, mesmo distante, ao teu lado,
uma vez que perene és no meu coração,
em cada silaba uma nota da minha canção.
*
És tão doce em delicada candura,
dos teus olhos uma luz sincera e voraz
sedentos do belo em amorosa ternura,
vivem d'amor, bondade e ternura.
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Meine liebe kleine goldene Fee ou Minha querida e pequena fadinha dourada.

  Meine liebe kleine goldene Fee ou Minha querida e pequena fadinha dourada. * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * ...