segunda-feira, 5 de julho de 2021
FÉ?
quarta-feira, 23 de junho de 2021
Não dá para esquecer
Não dá para esquecer
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Avalancha em mim esta vontade imperiosa
de virar pássaro em versos de linhas sem métricas
transportando instantes, alegrias e rosas
à diva acobertada na sua tão doce espera.
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E seriam cantares, sublimes hinos versados,
dividindo os momentos escassos em mim,
preso no solitário deste pequeno recinto fechado,
com os escritos na mente gravados,
mas soltos e perdidos em vagos espaços.
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Chegam os raios solares deste inverno tão frio,
na madrugada o silêncio e um triste vazio,
cismo comigo; é preciso desmembrar o cotidiano,
mas perdido em rasos e enganos,
fito um livro na estante e procuro espairecer;
na verdade o dia pesado não dá para esquecer.
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sexta-feira, 4 de junho de 2021
Sem adeus e se despedida
sexta-feira, 21 de maio de 2021
Sibila
Sibila
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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De onde viste sibila das flores?
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A tu voz é meiga e não engana,
toca n'alma e no coração de quem ama.
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És fruto do amor ou da utopia?
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Não sei, mas o teu jeito singelo e sereno
adoça a alma ardida em dissabores,
e em cantos o poeta vibra e se encanta.
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Quem me dera, fadinha dos versos meus,
que tu ficasse um instante em meu coração,
aliviando a dor que em volta se agiganta;
estes dias são pesados em densa agonia.
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Tolero a angústia de te ver em lívida imagem,
pálida e opaca, como a vida, oscilante.
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Mas não tem jeito, não, és tu a minha poesia,
e, mesmo distante, alivia a dor e amaina o meu dia.
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Pra onde vais, sibila dos meus amores?
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Tenha contigo a certeza de que onde fores
levarás os meus versos e a minha fantasia.
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Cadê o futuro que eu, otimista, tanto previa?
terça-feira, 18 de maio de 2021
És Poesia E Sonho Pra Mim
És Poesia E Sonho Pra Mim
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Hás de um dia lembrar dos poemas que eu te fiz,
se fostes ou não feliz
em nada vai modificar o fato que foste diva,
e, como as fadas e sibilas dos campos e montes,
encaminhastes os meus horizontes
na busca da rima certa, em voo colibri.
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E eu era um poeta no divago incerto sem fim
e tu eras a luz que entrava na noite calada
vestida em utopia ou rosa em tão meigo cetim;
de todas a mais bela, vultoso jardim.
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E os teus cabelos, roubados do astro celeste,
esvoaçavam em tertúlia ou doce candura;
és um verso em poema bendito,
ou rosa divina em vistoso jardim
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Primícias d'amor que trago no peito,
nem sei se é errado ou direito,
sei apenas que és poesias e sonho pra mim.
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O Mundo
O Mundo
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Eis que o mundo ficou tão diferente,
modificado em si, perdeu a sintonia,
parece que o mundo esqueceu da gente
e transmutou para outra direção,
sem poesia.
E o mundo aquele, em outra dimensão,
chora saudoso a falta que sente
do fervilhar de um povo alegre e contente.
Quisera que o mundo retornasse um dia
aqueles tempos sem dor e nem agonia.
Hoje o mundo chora a dor no seu coração.
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