sexta-feira, 21 de maio de 2021

Sibila

 Sibila

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento 

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De onde viste sibila das flores?

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A tu voz é meiga e não engana,

toca n'alma e no coração de quem ama.

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És fruto do amor ou da utopia? 

*

Não sei, mas o teu jeito singelo e sereno

adoça a alma ardida em dissabores,

e em cantos o poeta vibra e se encanta.

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Quem me dera, fadinha dos versos meus,

que tu ficasse um instante em meu coração,

aliviando a dor que em volta se agiganta;

estes dias são pesados em densa agonia.

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Tolero a angústia de te ver em lívida imagem,

pálida e opaca, como a vida, oscilante.

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Mas não tem jeito, não, és tu a minha poesia,

e, mesmo distante, alivia a dor e amaina o meu dia.

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Pra onde vais, sibila dos meus amores?

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Tenha contigo a certeza de que onde fores

levarás os meus versos e a minha fantasia.

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