sábado, 12 de novembro de 2016

As Promessas D'Amor

As Promessas D’Amor
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
As promessas d’amor são juras sagradas
ditas em momentos divino, amantados d’ouro;
o celestial  é testemunha do elevado apreço
e adereço, que tinge o sublime o teor  de cada  palavra.
-
Não vagues o voto a prometer; sejas cristalino
untando a alma em palavra acertada,
pois em cálice vil e amargo, em triste destino,
estará servido o vinho de cada dita errada.




A Justiça e a vingança

A Justiça e a vingança
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Há de se buscar sempre a justiça
para ter a paz no coração.
A vingança fede cheiro de carniça
amarga a alma; é perversão.

domingo, 6 de novembro de 2016

És Rosa, És Flor

És Rosa, És Flor
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Um doce acalento, palavra cetim,
macia que é, suave que és,
perfuma a vida, aroma jasmins,
tão bela e amável; és rosa, és flor.
*
Milady serena, graça e alegria,
na valsa da harmonia
ti fiz diva da minha poesia
serena e querida, és tudo de bom,
doce açucena, és feita d’amor.
*





O Ciclo da Vida

O Ciclo da Vida
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Quando o último Sol desfalecido
e vexado, cair na linha do horizonte,
aquele do marco final acontecido,
os sabiás se recolherão ao seus ninhos,
seus filhotes, com o olhar interrogativo,
terão a atenção e o doce carinho.

Os colibris sensatos, em marcha graciosa,
saciados pelo néctar adocicado,
estarão, também, seguros e abrigado.

As margaridas tão belas na beira da estrada
sentirão na pele o gelo do orvalho.

O cão da rua terá o seu sossego assegurado,
talvez num canto qualquer de uma avenida.

Os marcados pelos traumas em triste jornadas
em um vai e vem frenético, esquecerão a sua dor.

Para uns a noite cairá tensa, densa e profana,
para outros será a pausa para recomeçar.

Aos que partem nada mais restará.

A sina de todos é assegurada e soberana.

Não sei se haverá tempo de paz ou de guerra
sei que o devaneio do poeta da hora se encerra.

Estarei opaco, olhos fechados e comprimidos,
certamente vitorioso, não vencido.

Me espera, no infinito, o Amor Supremo,
ou, quiçá, o escuro e vazio que tanto temo.






sábado, 5 de novembro de 2016

Sonhando

Sonhando
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
Solenemente eu te daria uma flor;
aquela flor que encanta a alma,
alegra o coração e lembra o amor.
*
Seria tal néctar açucarado na vida
vivificante do que há de mais belo,
e o mais belo na vida, na certa é o amor.
*
Olharia nos teus olhos;
luzes em chamas incandescentes
sonho ou quimera, poema sem dor,
promessa sem ilusão perdida.
*
Um toque suave, sublime e inocente.
como o olhar enamorado, doce e singelo,
o tempo não ia acabar, ainda existe o amor.
*
E a flor encantaria o mundo colorindo
a alma e coração de todos, não há mais dor.
*
Teus lábios cantariam a candura
companhada por orquestra de passarinhos
em múltiplas cores, destaque aos amarelos,
são belos, e trazem a boa ventura.
*
A valsa não seria uma balsa falsa
em um mar de urtigas calamitosas
embora não fossem também um mar de rosas.
*
Seria os teus olhos nos meus olhos,
deusa da minha poesia,
em um mundo pleno em harmonia
até o raiar de um novo dia.
*


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Tarde demais

Tarde demais
*
Autor; Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Tarde demais eu te encontrei.
*
Os meus versos sofridos eram, antes,
amargos, frios, soberbos, dilacerantes
vagos, obscuros, imediatos e abstratos
e tarde de mais eu te encontrei
para colorir o arco íris da vida.
*
No entanto com a tua chegada elegante
encontrei um pouco do suave acalento,
leve toque, fumaça de cigarro ao vento,
pensante, na alma que jazia compadecida
ausente, insolvente e vencida na vida.
*
Era a luz divina que novamente luzia,
mas tarde demais até para uma poesia.
*
E tu não sabes que, mesmo em ausência,
tal imagem extranatural, ficção da mente,
inspiravas versos em dores que mentem.
*
Aqueles lânguidos odes invocando a pureza,
sonhos ou ilusão que de fato não existiam,
pois a tua presença não era ainda a natureza.
*
Curvo vencido, árvore grande ao vento,
apiedado em mim, em dor e sofrimento.
*
Tarde demais...
*
04/11/2016


Paradoxo

Paradoxo
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Contrariado que sou
não acredito que seja do povo
a culpa do mal feito pelo “dotô”.
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O “dotô” mete a mão no privado
e o povo, iludido e judiado,
come mingo, e o salário atrasado.
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Paradoxo é só  paradoxo.
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O numerário foi fazer onda lá fora,
aqui ficou o povo na espinha e judiado,
comendo azedo, amargo e cru,
achando bom pra chuchu.
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Paradoxo é só paradoxo
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Já cansei de tentar explicação,
a bíblia não entra na escola,
mas é bem vinda na prisão
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O guri, coitado, se amola,
resmunga e tenta fugir da perseguição
do malfeitor que vive na perdição.
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Paradoxo, paradoxo
é encontrar uma solução,
nem falo muito
posso ter que dar explicação.
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Paradoxo é o silêncio
do pobre Inocêncio.
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Só para ajudar o leitor amigo
(Paradoxo = falta de nexo)
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Ser pai

  Ser pai * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Ser pai é um presente de Deus; pois o Criador nos colocou na terra ...