domingo, 7 de agosto de 2016

Incerteza

Incerteza
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Terias piedade em saber
que, peregrino na estrada da vida,
quedo, solene e cativo, nos teu olhos
sem nada poder?
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Mergulho minhas faces na dor
das incertezas d’amor
em estradas perdidas.
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Seria tal qual pierrô apaixonado
na labuta de um verso
enclausurado
e submerso.
*
Terias piedade?
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Mascote (in memória - Lupy)

Mascote (in memória – Lupy)
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento 
Choro a dor da minh’alma entristecida
apreensão que estanca o peito
retendo duas lágrimas cristalizadas,
triste mágoa, dor da despedida,
calar não é fácil, nem direito,
falar é rogar piedade dissimulada,
então aquieto o coração amargurado
e rabisco um verso tortuoso
em um íntimo afago amoroso.
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Quedei em mim gincana inglória,
Sei lá...perdido em estrada torta,
com o coração latente, sem oratória,
andarilho na vida d’alma morta.
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Há de existir consolo apaniguador
que amaine esta dor chicote,
perdido em imensa dor,
saudade do meu querido mascote.
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sábado, 6 de agosto de 2016

Lamento

Lamento
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
Deveras os meus versos são tristes
Apaniguado em dores sofridas
Saudade do meu filhote amado
A ninguém cabe ouvir meus desprovidos
Cansei...passo minguado
Penalizado, comovido e riste
Olhar tenso e emaranhado
Tudo dói, e a dor consiste
Na saudade do meu mascote favorito.

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Dúvida

Dúvida
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Chamaria o anjo infausto da morte
e, solenemente, perguntaria,
sobre a escuridão no fim do dia,
não que muito me importe,
posto que a parva nada é
ou, se é, nada diz,
se tudo ou, se nada,
ferida ou cicatriz,
um instante perdido,
talvez uma nova jornada,
um caminho desconhecido.
*
É preciso ter fé.
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06/08/2016


Capitulei

Capitulei
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento 
Tenho duas lagrimas cristalizadas
Por momentos que deixei pra traz
Os passos em tristes jornadas
Momentos vividos, sem paz.
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Lutei a justa luta armada
Defendi meus ideais em forma tenaz
Capitulei na minha jornada,
Mas nunca fui incapaz
-
Guardião perene da lei e justiça
Guarda sentinela avançada
Hoje vejo tanta injustiça.
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O homem vive em cobiça
Não pensa mais em nada
Cansei, aposentado, e com preguiça.




sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Um regalo para o coração

Um regalo para coração
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Tens as faces rosadas, macias em seda,
sorriso sincero, cabelos em d'oiros,
e andas em afável vereda.
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Teus olhos encantam, formosa,
brilhantes que são, em luzes,
pingente, um belo tesouro,
fascínio no sonho de um mouro,
que canta um ode em canto,
alegre sem pranto, nem delírio,
apenas um brando tão puro acalanto,
pois vestes a alma em doce encanto
de quem baila a valsa delicada e ditosa.
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Teus passos são tênue colírio,
danças a seresta em salto escarpim
tal flor amável e gentil, em paz.
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Sibila da vida, um regalo nos traz,
és Serena, orquídea, rosa ou jasmim,
coração suave, alinhavado em cetim.

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O mundo e a roseira

O mundo e a roseira
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Seria politicamente correta omitir a dor
e falar no sol a brilhar no azul celeste,
cantar um ode de alegria, viver o amor,
esconder o pranto em riso certo, inconteste?
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Entusiamo efêmero, companheiro e acolhedor,
estaria com as faces rosas em vivo de quem veste
o manto sagrado da paz e harmonia, sem ardor,
rio sublime e cristalino, amainando o vil agreste.
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Porém o pesar alheio se faz forte em aflição,
me furto a alegria de sorrir, notadamente,
por ter na alma um pingo de dor e compaixão.
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Da janela olho um mundo sisudo, baixo e demente,
diferente, vejo, ainda, uma roseira em floração,
discordância e incoerência, no munndo e na gente.
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05/08/2016


Ser pai

  Ser pai * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * Ser pai é um presente de Deus; pois o Criador nos colocou na terra ...