sábado, 9 de julho de 2016

A bodega do "Seu Salgueiro"

A bodega do “Seu Salgueiro”
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
A porta é livre, entra amigo,
puxa um banco e ouça a canção,
aqui não tem perigo
é tudo gente fina,
te tratam como um irmão.
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O dono da bodega é o Seu Salgueiro,
maragato de quatro costado,
trabalhador bueno e colorado,
acima de tudo um bom companheiro.
-
Forasteiro aqui não estranha
é sempre bem recebido,
molha o bico na meia de canha,
fica alegre e bem acolhido.
-
O caderno só não aceita fiado
pois existe gente caloteira
que aproveita o confiado
e passa no velho uma grande rasteira.
-
Cacetinho, fiambre e morcilha,
vinho, cerveja e caninha,
charque, guizado e galinha,
costela, pernil e salsichão,
sal grosso, costela e carvão,
aipim, cebola e canjica,
chiclete, chocolate e negrinho,
isqueiro, cigarro e...carinho,
é bodeco de beira da estrada,
gente buena e camarada
- “aqui é maravilha, tchê!”.
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Saudade é doce

Saudade é doce
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Saudade é doce e suave nostalgia
frescor da brisa suave na tez
recordar de belos tempos em poesia
voltar a ter, na alma, outra vez.

Ricochete

Ricochete
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
As vezes fico com a alma reprimida
perco o acalento e sinto aperto no peito
taciturno por não entender direito
os males e as indolências da vida.
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Neste momentos me canso da lidas
fujo e me abrigo em falso estreito
e, com a essência reprimida,
aperto o soturno em mil parapeito.
-
As incertezas escuras abatem o meu ser,
combato e divago errante e transviado,
passo e passa, estrada no passo volver.
-
Cresci, eu sei, e deixei a inocência de lado,
acertei e errei os caminhos no meu crescer,
ricochete no tempo vivo, vivo concentrado.

-

sexta-feira, 8 de julho de 2016

A Vida

A Vida
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Que seja doce, como leite condensado
Que tenha aventura, como andar na boemia
Que tenha amor puro, amor de namorado
E uma pitada de pimenta, sem malícia.
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08/07/2016



Os teus olhos e o universo

Os teus olhos e o universo
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Lindo olhar o azul celeste, criação,
olho o infinito como quem olha os teus olhos,
são sinceros, ternura em meio a paixão.
*
Os enigmas do universo se perdem
diante a ardência caliente dos teus olhos.
*
Olhos castanhos em meio a mil mistérios.
*
Deus abençoa e verdeia o agreste,
em doce chuva, bel em critério;
nasce a vida, animais, plantas e flores.
*
Eu...só me perco em mil amores,
nos caminhos da vida não me acanho,
me falta a timidez da casta inocência,
embora curta minha mais clara essência.
*
Jamais perderei meu jeito amável,
jamais serei rude, roto ou reprovável.
*
Tenho a vertente sublime, cortesia e alento,
serei tênue, nobre e diligente,
mas levarei sempre a imagem  dos teus olhos.
*
Belíssimos enigma vivaz
que em si trazem  a ternura e paz.
*
Teu olhar tem os segredos do universo,
e eu elevo aos teus olhos os meus versos.
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08/07/2016


O Reflexo

O Reflexo
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Equidistante da vida e da morte
em mim, trava inabalável,
intransigente, sem sul ou norte,
paralelo no ser,
por não ser maleável.
*
Casto d’alma insolente,
enigmático atroz inexorável,
vil caricato do bem ou mal.
*
Alma rude
que não bebe em açude
e não passa a mão na gente.
*
Ataca a dor
de quem sofre a chaga d’amor.
*
Não dói pitada de pimenta
nos olhos alheio,
em meus olhos só água benta,
suave gorjeio.
*
No inverso dos versos,
com nexo,
a imagem do reflexo,
quiçá mil universos.
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08/07/2016




Poesia

Poesia
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento 
*
Minha alma some, breve açucena,
fecho os olhos, no instante que parti
quedo os dedos, reflito, esqueço a pena,
papel descansando, devaneio, penso em ti.
*
O vento leva o ser amiúde, voo do bem-te-vi,
a alma carrega a utopia tênue e amena,
o poeta faz da musa uma flor estrela em si,
a minha alma acende a chama da diva serena.
*
Terei os pés firme no chão eternamente,
vago passo lerdo e árduo, em harmonia
com o meu âmago afeito em nostalgia.
*
Minha alma compassa toque delicado ausente,
meu ser, mesmo devoluto, é firme e presente,
pego a pena, gravo a ti um idílio, é poesia.
*
08/07/2016


Meine liebe kleine goldene Fee ou Minha querida e pequena fadinha dourada.

  Meine liebe kleine goldene Fee ou Minha querida e pequena fadinha dourada. * Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento * ...