Natal no Pampa
*
Autor: Luiz Alberto
Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
O Pampa está esverdeado em
maestria,
os pássaros nativas
esvoação felizes
o quero-quero atento
estrila em assobio,
marcando a
presença em denodo matriz.
*
O sabiá tem um ninho lá no
alto da colina,
o colibri flutua
dançando um xote-alegria,
a carruira em cantinho
fica só na surdina,
espiando os ovinhos tão
prestes de vingarem.
*
O debochado bugio preto se
banha na vertente,
e bem pertinho dali tem um
pé do saboroso butiá,
o araçá dá água no boca,
vermelho e suculento.
Esperto o danado, mais esperto
do que a gente.
*
Meu Deus! Como é grandioso
o pampa gaúcho,
dá ate um nó na gente ao
vislumbrar tanta beleza,
aos olhos encantado é como
um beijo de luxo
admirar o verde dos morros
ondulados da natureza.
*
O campeiro solito,
descansando depois da lida,
lembra com orgulho que ele
é o centauro dos dias atuais,
amigo do Criolo dos Pampa,
marca reconhecida,
nas padrarias audazes
galopando sem iguais.
*
É tempo de alegria ao
galdério campesino,
tempo de meditar nas
coisas do pampa e do celestial,
unindo tudo em uma oração
ao Mestre Divino,
agradecendo ao céu: está
chegando o Dia de Natal.
*
26/11/2025

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