quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Natal no Pampa

Natal no Pampa

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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento

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O Pampa está esverdeado em maestria,

os pássaros nativas esvoação felizes

o quero-quero atento estrila em assobio,

marcando  a  presença em denodo matriz.

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O sabiá tem um ninho lá no alto da colina,

o colibri flutua dançando  um xote-alegria,

a carruira em cantinho fica só na surdina,

espiando os ovinhos tão prestes de vingarem.

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O debochado bugio preto se banha na vertente,

e bem pertinho dali tem um pé do saboroso butiá,

o araçá dá água no boca, vermelho e suculento.

Esperto o danado, mais esperto do que a gente.

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Meu Deus! Como é grandioso o pampa gaúcho,

dá ate um nó na gente ao vislumbrar tanta beleza,

aos olhos encantado é como um beijo de luxo

admirar o verde dos morros ondulados da natureza.

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O campeiro solito, descansando depois  da lida,

lembra com orgulho que ele é o centauro dos dias atuais,

amigo do Criolo dos Pampa, marca reconhecida,

nas padrarias audazes galopando  sem iguais.

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É tempo de alegria ao galdério campesino,

tempo de meditar nas coisas do pampa e do celestial,

unindo tudo  em uma oração  ao Mestre Divino,

agradecendo ao céu: está chegando o Dia de Natal.

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26/11/2025


 

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