A Gente Nunca Está Só
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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O meu velho pai, Gervásio Rodrigues Gonsalves, mesmo na
simplicidade de uma vida sem erudição, era um poeta da vida.
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Rígido e exigente, como poucos, mas carinhoso e com um
coração em ternura, capaz de ajudar pela segunda, terceira e até a quarta vez
aquela pessoa que lhe traiu a confiança.
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Ao ser indagado ele dizia; “Sim, a gente perde a confiança,
mas não podemos perder a paz com da nossa consciência...eu ajudei não por ele,
eu ajudei para não perder a ternura”.
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Certo Natal, eu estando em serviço nas rondas policiais,
resolvi parar a viatura e, em um orelhão, ligar para o meu velho pai.
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Após os cumprimentos natalino eu, solito na rua, em um
orelhão, lhe falei; “eu estou só e com o coração apertado”.
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O velho poeta sem erudição me falou de uma maneira que eu
nunca vou esquecer: “A gente nunca está só, ou se tem uma alegria presente, ou
se chora a saudade de quem está ausente”.
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22/11/2025

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