sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Um Cuera Que Não Teme O Perigo

Um Cuera Que Não Teme O Perigo
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Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
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Ximango, solto das patas e macanudo,
fui guerreiro e hoje sou poeta,
embora rude e sem língua dileta.
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Nas lembranças que trago comigo
amargo os talagaços do mundo.
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Não sou cuera que foge sem olhar do que,
porque na vida se enfrenta mil perigos,
meu medo é virar cusco encabulador,
que futrica e na hora do banzé
se esconde no poncho do coroné.
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Não atiço o guaipeca em coisa pequena,
de frente enfrento o haragano maleva,
e os meus parcos ele não me leva, 
confio muito no trabuco empanturrado
e na adaga que trago nos quadris.
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E um dia, quando o Destino me tirar a toalha,
sorrido encontrarei o Patrão que me olha.
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