domingo, 9 de setembro de 2018

A ti o céu, meus versos e uma rosa


A ti o céu, meus versos e uma rosa
*
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves, o Poeta Sem Talento
*
O que há de afetuoso no coração,
não mais que amizade,
ternura, respeito e afinidade?
*
Isto se chama amor,
amor suave, não amor paixão.
*
Há de se distinguir, Serena Flor,
e se balizar toda a diferença
do fogo alienado físico e pagão
daquele sincero e casto sentimento
suave  e doce como o mel,
 carícia em acalanto sem dor,
que no peito em ternura flama
no coração de quem com estima ama.
*
Sublime ornato no celestial,
composto em bento fluído etéreo,
divino, elevado, delicioso e imaterial,
pois quem ama se eleva até Deus,
visto que Deus é todo amor,
e se Deus é a verdade universal,
o amor é o cisma celeste, devaneio,
que condensa no ser, o humano,
unificando e transformando.
*
Serena, no coração és a primorosa,
solidificada em limpa empatia,
dona da mais tênue poesia;
a ti o céu, meus versos e uma rosa.
*


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